Especialistas em segurança da Thales revelam o modus operandi dos criminosos cibernéticos e as formas de combatê-los

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A atuação em rede torna a ação de grupos de criminosos cibérneticos, cada um com uma especialização diferente, ainda mais eficiente, permitindo que se concentrem em um determinado tipo de ataque, enquanto aproveitam o know-how de suas conexões. E, seus alvos são extremamente diversificados e oportunistas; qualquer organização pode sofrer com isso. O trecho faz parte da nova edição do Manual de Ciberameaças, da Thales, empresa global de tecnologia.

No guia, especialistas da empresa revelam suas análises e conclusões sobre cibercrime, uma rede extremamente perigosa com muitos grupos de hackers. Segundo eles, sem proteção ou meios proativos, os ataques produzirão cada vez mais danos. Para combater essas ameaças em constante evolução, é fundamental um melhor entendimento de cada uma; ferramentas e serviços avançados, como inteligência de ameaças, são recursos para se antecipar essas ameaças o máximo possível.

Com receita estimada em até US$ 1,5 trilhão por ano — significando 1,5 vez mais de receita (em média anual) do que a falsificação e 2,8 vezes mais do que o comércio de drogas ilegais — esta rede é todo um sistema econômico que agora pode colocar em perigo qualquer empresa ou organização com graves consequências para a economia mundial. Surpreendentemente, 60% dessa enorme receita vêm de mercados ilegais online, 30% de roubo de propriedade intelectual e segredos comerciais, e apenas 0,07% de ransomware (software malicioso que bloqueia o acesso do usuário aos arquivos, exigindo pagamento de resgate para devolver o uso) que, no entanto, causam os maiores danos.

Vários grupos de ciberataques mais tecnicamente aptos, com estratégias de comprometimento altamente sofisticadas e recursos financeiros substanciais lideram esta rede. Estes são os “Big Game Hunters”, cujas táticas, técnicas e procedimentos (TTPs) e infraestrutura técnica são semelhantes às de determinados grupos de hackers patrocinados pelo estado. Eles atacam alvos específicos, como instituições políticas e grandes empresas, usando ransomware.

Os especialistas da Thales explicam que, para atingir seus objetivos, os cibercriminosos usam uma combinação de conhecimento técnico e pânico, que pode ter um impacto devastador em termos das consequências de um ataque. É vital não ceder a ameaças ou chantagens e estar preparado e adotar uma estratégia de crise cibernética clara e detalhada.

Fonte: CISO Advisor (https://www.cisoadvisor.com.br/guia-mostra-como-agem-os-grupos-do-cibercrime-organizado-no-mundo/)