Organização condenou principalmente ataques a hospitais que cuidam dos infectados pela covid-19

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A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) emitiu uma declaração condenando ataques cibernéticos perpetrados em meio à pandemia do coronavírus. A Otan condenou principalmente os cibercriminosos que optaram por atingir serviços de saúde, incluindo hospitais que cuidam dos infectados pela covid-19 e institutos de pesquisa médica que tentam desesperadamente encontrar uma cura para a doença.

A declaração foi divulgada na quarta-feira, 3, em inglês, francês e russo. No comunicado, a Otan disse: “Condenamos atividades cibernéticas desestabilizadoras e maliciosas dirigidas contra aqueles cujo trabalho é crítico para a resposta à pandemia, incluindo serviços de saúde, hospitais e institutos de pesquisa”.

A organização descreve os ataques digitais como perigosamente fatais e prejudiciais aos esforços globais para obter êxito contra um vírus que até agora infectou 6,3 milhões de pessoas em todo o mundo e matou mais de 380 mil.

“Essas atividades e ataques deploráveis ​​ameaçam a vida de nossos cidadãos quando esses setores críticos são mais necessários e comprometem nossa capacidade de superar a pandemia o mais rápido possível”, afirmou a Otan.

Incluída na declaração estava uma mensagem de apoio àqueles que foram impactados por ataques cibernéticos. “Somos solidários com aqueles que foram afetados por atividades cibernéticas maliciosas e continuamos prontos para ajudar os aliados, inclusive continuando a compartilhar informações, à medida que respondem a incidentes cibernéticos que afetam serviços essenciais”, disse a Otan.

“De acordo com suas responsabilidades e competências nacionais, os aliados estão comprometidos em proteger sua infraestrutura crítica, desenvolver resiliência e reforçar as defesas cibernéticas, inclusive por meio da implementação completa do Juramento de Defesa Cibernética da Otan”

A Otan ressaltou que a defesa cibernética faz parte de sua principal tarefa de defesa coletiva, conforme declarado na Cúpula de 2018 em Bruxelas, e disse que medidas serão tomadas pela organização contra os cibercriminosos.

“Reafirmando o mandato defensivo da Otan, estamos determinados a empregar toda a gama de recursos, incluindo os cibernéticos, para impedir, defender e combater todo o espectro de ameaças cibernéticas”, acrescentou no comunicado.

“A Otan continuará a se adaptar ao cenário de ameaças cibernéticas em evolução, que é afetado por atores estatais e não estatais, inclusive patrocinados pelo Estado”. A declaração concluiu com um lembrete de que “todos nós nos beneficiamos de um ciberespaço baseado em regras, previsível, aberto, gratuito e seguro”.