Apesar disso, estudo mostra que apenas 46% dos líderes revisam regularmente suas estratégias de segurança cibernética

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Pesquisa global com 200 CEOs e CISOs de diversos setores, incluindo empresas de assistência médica, finanças e varejo, revela, entre outros fatores, a falta de uma estratégia contínua de cibersegurança dos executivos entrevistados. A pesquisa, realizada pela empresa de segurança Forcepoint em parceria com o Wall Street Journal Intelligence, também identificou disparidades entre regiões geográficas na proteção de dados, bem como uma dicotomia na batalha entre aumento do risco e aumento da capacidade tecnológica.

Entre as principais conclusões do estudo, intitulado “C-Suite Report: O estado atual e futuro da cibersegurança”, está que a maioria dos líderes (76%) está perdendo o sono com a perspectiva de se tornar a próxima brecha na segurança, embora 87% deles acreditem que sua equipe de segurança esteja sempre à frente das ameaças à segurança cibernética. Essa disparidade é agravada pela crença de que a liderança sênior é cibernética e alfabetizada em dados (89%) e se concentra na cibersegurança como a principal prioridade organizacional (93%).

Estratégias de cibersegurança são vistas por 85% dos executivos como um dos principais impulsionadores da transformação digital, mas 66% reconhecem o aumento da exposição organizacional a ameaças cibernéticas devido à digitalização. Mesmo assim, apenas 46% dos líderes revisam regularmente suas estratégias de segurança cibernética

O relatório destaca ainda a disparidade entre como as empresas priorizam os principais elementos de segurança geograficamente. Proteger os dados do cliente é uma prioridade retumbante para os líderes nos EUA (62%) e na Europa (64%), enquanto na Ásia 61% dos líderes priorizam a proteção da TI organizacional sobre os dados do cliente. Os fatores que influenciam esses resultados podem ser, em parte, pelas diferentes abordagens regulatórias da proteção de dados e privacidade, bem como a decisões legislativas recentes nos EUA e na Europa, como GDPR e CCPA.

Também existe uma clara divisão entre CEOs e CISOs na maneira como eles identificam o caminho certo para a cibersegurança em seus negócios. Os CEOs preferem ser proativos e focados no risco (58%), priorizando a manutenção da estabilidade dos negócios acima de tudo. Enquanto mais da metade dos CISOs (54%) adotam uma abordagem mais reativa e orientada a incidentes para mitigar o cenário dinâmico de ameaças de cibersegurança de hoje.

A pesquisa também descobriu que, apesar de alegarem fadiga de fornecedor, as empresas usam mais de 50 fornecedores de segurança em média, com 62% relatando que desejam ainda mais. No entanto, à medida que mais empresas começam a adotar as economias e os benefícios dos recursos convergentes de rede e segurança encontrados na emergente abordagem de arquitetura de segurança do Secure Access Service Edge (SASE), a necessidade de dezenas de fornecedores de segurança diminuirá com o tempo.

Fonte: CISO Advisor