Relatório aponta que brasileiros entrevistados tiveram suas informações privadas publicadas sem consentimento

Consumidores brasileiros desejam reforçar a proteção e o controle de sua privacidade na internet. É o que aponta o relatório que acaba de ser divulgado pela Kaspersky e que examina a postura atual do consumidor sobre a privacidade online, assim como as medidas tomadas para evitar que informações pessoais caiam em mãos erradas.

De acordo com o estudo, realizado em 23 países, os brasileiros estão cada vez mais cientes sobre onde seus dados estão sendo disponibilizados, tanto que 74% declararam ter tentado removê-los de sites ou mídias sociais. Porém, quase um quarto (24%) não sabe como fazê-lo.

Os consumidores brasileiros mostraram ainda estar preocupados não apenas com a segurança das próprias informações, mas também a de seus entes queridos. Por exemplo, 19% dos entrevistados disseram que seus dados pessoais ou informações sobre familiares foram disponibilizadas publicamente sem o seu consentimento.

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Essas ocorrências estão levando consumidores a fazer escolhas mais conscientes sobre como e onde armazenar os seus dados pessoais, para impedir que eles sejam vistos ou usados por outros sem seu consentimento. Parte significativa dos entrevistados no Brasil tomou medidas adicionais durante a navegação web para ocultar suas informações: 58% para escondê-las de cibercriminosos, 35% dos sites pelos quais navegam e 33% de outras pessoas com quem compartilham o mesmo dispositivo.

A desconfiança recai até mesmo em relação aos próprios aparelhos: mais de um quarto desses entrevistados (26%) afirma estar muito preocupado com a coleta de informações privadas por aplicativos usados em seus dispositivos móveis.

Segundo o levantamento, as pessoas podem passar a sentir que estão perdendo o controle sobre onde seus dados estão sendo armazenados e, com isso, estão cientes dos riscos associados ao compartilhamento de informações pessoais. Assim, compreensivelmente, não querem que seus dados sejam usados por terceiros sem o conhecimento prévio. Para que os consumidores possam proteger a privacidade de seus dados de modo eficaz, eles precisam de orientações.

“A Convention 108+ recomenda promover avaliações mais amplas e mais significativas sobre o impacto do uso da proteção de dados, a aplicação do princípio de privacidade por design e uma postura proativa em relação aos requisitos de segurança de dados”, afirma Patrick Penninckx, chefe do departamento de Information Society do Conselho da Europa.

Fonte: Security Report