Relatório analisou as respostas de 3.250 pessoas de todo o mundo para destacar a situação atual dos comportamentos de segurança on-line

Com as pessoas gastando mais tempo on-line, com a evolução das ameaças à segurança cibernética e o comportamento inalterado na criação e gerenciamento de senhas criam um novo nível de preocupação com a segurança digital. Pesquisa global revela que a grande maioria das pessoas entrevistadas sabe que a reutilização de senhas é insegura, mas dois terços o fazem de qualquer maneira. As conclusões do relatório de Psicologia das Senhas mostra que as pessoas não estão se protegendo dos riscos de segurança cibernética, mesmo sabendo que deveriam.

A terceira edição do relatório da LastPass, da LogMeIn, aponta que, ano após ano, há maior conscientização global sobre hackers e violações de dados, mas o comportamento sobre as senhas dos consumidores permanece praticamente inalterado. Os dados da pesquisa mostram que 91% das pessoas entrevistadas (89% dos brasileiros) sabem que usar a mesma senha em várias contas é um risco à segurança. Isso representa um aumento de 8%, do total, em relação às descobertas em 2018. Ainda assim, 66% continuam usando a mesma senha de qualquer maneira, taxa ainda maior (76%) na fatia correspondente aos brasileiros.

“Durante um período em que grande parte do mundo trabalha em casa devido à interrupção causada pela pandemia da Covid-19 e as pessoas passam mais tempo on-line, as ameaças cibernéticas que os consumidores enfrentam estão sempre em alta. Os indivíduos parecem insensíveis às ameaças que as senhas fracas representam e continuam a exibir comportamentos que colocam suas informações em risco”, disse John Bennett, Vice-Presidente Sênior e Gerente Geral de Gerenciamento de Identidades e Acessos da LogMeIn.

A pesquisa entrevistou 3.250 indivíduos nos Estados Unidos, Austrália, Cingapura, Alemanha, Brasil e Reino Unido e fornece evidências de que o aumento do conhecimento das melhores práticas de segurança não se traduz necessariamente em um melhor gerenciamento de senhas.

Comportamento

Ameaças cibernéticas globais continuam a disparar, mas os comportamentos de senha são inalterados, segundo o relatório. Cinquenta e três por cento dos entrevistados relatam não alterar senhas nos últimos 12 meses, apesar de tomarem conhecimento de uma violação noticiada. Neste quesito, 38% dos brasileiros não alteraram suas senhas nos últimos 12 meses, mesmo após ouvirem falar de casos de vazamento de dados nas notícias.

Os dados mostraram várias contradições com os entrevistados dizendo uma coisa e, por sua vez, fazendo outra. Por exemplo, 77% do total dos entrevistados dizem que se sentem informados sobre as práticas recomendadas para senhas, mas 54% ainda tentam memorizar senhas e 27% as anotam em algum lugar. Da mesma forma, 80% se preocupam em ter suas senhas comprometidas e, no entanto, 48% nunca alteram suas senhas se não forem necessárias.

A maioria dos entrevistados (66%) usa a mesma senha para várias contas, o que surpreendentemente aumentou 8% em relação às descobertas da edição de 2018. Segundo a pesquisa, isso ocorre devido ao medo de esquecimento das informações de login, que continua sendo o principal motivo para a reutilização de senhas entre 60% do total de entrevistados e 68% dos brasileiros. Na sequência, 52% dos entrevistados (50% entre os brasileiros) reutilizam suas senhas pelo desejo de conhecer e controlar todas elas.

Conscientização

O nível de conhecimento e uso da autenticação multifator (MFA), entretanto, é considerado boa pelo relatório. Felizmente, 54% dizem que usam o MFA para suas contas pessoais e 37% o usam no trabalho. Margem menor entre os brasileiros, 45% usam autenticação multifator em contas pessoais e apenas 33% usam nas contas do trabalho. Apenas 19% do total dos entrevistado disseram não saber o que era a AMF.

Os entrevistados também se sentem muito confortáveis com a autenticação biométrica – usando sua impressão digital ou o rosto para fazer login em dispositivos ou contas. Sessenta e cinco por cento disseram confiar mais em impressões digitais ou reconhecimento facial do que em senhas de texto tradicionais. Essa taxa é ainda maior entre os brasileiros, 78% confiam nessa medida de segurança.

“Tomar apenas algumas etapas simples para melhorar a maneira como você gerencia senhas pode levar a uma maior segurança das suas contas on-line, pessoais ou profissionais”, disse Bennett.

Fonte: CIO