Sucesso na quarentena, empresa pretende chegar ao Brasil no segundo semestre, de acordo com jornal. Prioridade é resolver questões de segurança

Na quarentena devido a pandemia do covid-19, o app de videochamadas Zoom virou um hit. Das reuniões formais aos encontros com amigos, ele é presença constante. Um hit global e brasileiro, tanto que a empresa quer abrir escritório no Brasil.

Abe Smith, diretor de mercados internacionais da companhia, afirmou ao Estadão que o país já estava no radar da companhia, mas que os efeitos da pandemia aceleraram o processo.

De acordo com apuração do jornal, a empresa conta atualmente com cinco funcionários nos Estados Unidos que falam português e estão dedicados ao mercado brasileiro. E um servidor da empresa já está localizado em São Paulo. Um dos objetivos do escritório local é lidar com os problemas de segurança.

Objetivo: retomar a confiança

O crescimento relâmpago da plataforma expôs alguns usuários. Entre as notícias, o relato de que mais de 500 mil contas do Zoom estavam à venda na dark web, a falta de transparência em uma questão de privacidade com o Facebook e o aumento da visibilidade da plataforma para os cibercriminosos ligaram o alerta da empresa.

Para o jornal, Smith revelou que parte do problema acontece pois o Zoom nasceu focado em funcionar com clientes corporativos, ou seja, pessoas que lidam diariamente com questões de segurança e utilizam melhor a plataforma.

Quando o usuário comum entrou em jogo em velocidade recorde, a plataforma precisou se reposicionar com velocidade igual. Reposicionamento que passa obrigatoriamente em recuperar clientes grandes da plataforma.

Aqui no Brasil, por exemplo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu os funcionários de utilizarem a plataforma para comunicação durante a quarentena, alegando falhas na segurança e risco para dados sigilosos do órgão. O escritório no país pretende melhorar esse meio de campo entre a empresa e os grandes clientes.

Fonte: ComputerWorld