Links maliciosos e clonagem de WhatsApp são as principais investidas de cibercriminosos, de acordo com estudo da PSafe

O dfndr lab, laboratório especializado em segurança digital da PSafe, realizou um levantamento para entender o panorama da cibersegurança no Brasil em fevereiro deste ano. Segundo o estudo, estima-se que 13,7 milhões de brasileiros foram vítimas de ataques via link maliciosos em todo o país.

Já o golpe de clonagem de WhatsApp registrou um aumento de 264%, saltando de 198 mil para 722 mil casos, segundo projeção do laboratório. São Paulo, assim como em no mês de janeiro, continua sendo o estado mais afetado, com 154,5 mil vítimas.

Quando comparado com o mês de janeiro, fake news registrou um salto de 171%, saindo de 33,8 mil para 91,7 mil. Saúde foi a temática mais usada nas notícias falsas do período. Segundo Emilio Simoni, diretor do dfndr lab, as questões atuais no mundo acarretaram esse aumento.

“Um motivo para esse aumento pode ser a epidemia do novo Coronavírus. A prática de usar temas em evidência em períodos estratégicos é extremamente lucrativa para os criadores das notícias falsas, porque potencializa o número de acesso e compartilhamentos às fake News”, destaca o executivo.

Ele acrescenta que com a aproximação das eleições municipais este ano, a tendência é que tenha um expressivo aumento na disseminação de notícias falsas, seguindo o mesmo padrão das últimas eleições para presidente do Brasil.

O golpe do momento

A clonagem de WhatsApp continua fazendo vítimas no Brasil. De acordo com a projeção realizada pelo dfndr lab, o número de afetados só no mês de fevereiro ultrapassou 722 mil. É o maior registro mensal do golpe desde o início do seu monitoramento pelo laboratório, em janeiro de 2019.

Os especialistas do dfndr lab alertam para que usuários não cliquem em links compartilhados, utilizem soluções de segurança no celular e usem autenticação em dois fatores como alguns cuidados a serem tomados para evitar golpes.

Fonte: Security Report