O Brasil já barrou mais de 1000 ataques às redes do governo em 2020, segundo contou o Centro de Tratamento e Resposta a Incidentes Cibernéticos de Governo (CTIR-Gov), órgão vinculado ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI), em reportagem publicada nesta segunda-feira, 09/03, pelo jornal O Estado de São Paulo.

Em 2019 – e os dados ainda não estão consolidados- foram feitas 19.150 registros de notificações, mais de 10 mil foram confirmados como ataques e classificados como “fraudes”, “vulnerabilidade” e “abuso de sítio”. Há 9 anos, quando os dados começaram a ser categorizados, foram registradas pouco mais de 10 mil notificações, das quais 6,2 mil confirmadas como ataques.

No ano passado, o coronel Arthur Sabbat, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, revelou que o Brasil ocupa a 70º colocação no índice de segurança cibernética da União Internacional de Telecomunicações (ITU, na sigla em inglês), órgão da Organização das Nações Unidas (ONU).

Apontou ainda que o Brasil é, atualmente,o segundo no mundo que mais tem sofrido perdas econômicas advindas de ataques cibernéticos. Segundo os dados mais recentes da ITU, numa medição de 12 meses entre 2017 e 2018, os prejuízos advindos dos ataques cibernéticos no Brasil ultrapassaram US$ 20 bilhões (mais de R$ 80 bilhões).

No dia 05 de fevereiro, o Governo reconheceu ao definir, por decreto a Estratégia Nacional de Segurança da Informação, “que não há, no Brasil, um arcabouço autóctone e abrangente de segurança cibernética que contribua para o fortalecimento da resiliência cibernética nacional e que  os códigos, as normas, os padrões e as orientações em vigor evoluíram com o desenvolvimento de projetos, de ferramentas e de práticas relacionadas à segurança cibernética, mas não foram absorvidos de modo adequado pelas entidades públicas e privadas”.

A e-Ciber, publicada pelo Governo, tem como objetivo suprir essa lacuna.  A íntegra da Estratégia Nacional de Segurança da Informação, feita pelo Governo Federal, está dispónivel neste link.

Fonte: Convergência Digital