Na visão de Henrique Lopes, gerente Comercial da NetSecurity, se as pessoas não tiverem rotinas seguras, os danos podem ser extremamente impactantes ao ambiente computacional

Em fevereiro se comemora a Internet Segura, uma inciativa que visa conscientizar usuários e empresas sobre como utilizar a Internet em segurança. E como o Brasil está entre os 140 países que adotam essa campanha global, gostaria de começar o texto com a seguinte reflexão: será que a internet no nosso país é, de fato, segura? Minha resposta: em algum lugar do mundo ela é? Nem mesmo em regimes autoritários e ditaduras, onde ela é cerceada e censurada, ela está imune a receber ataques.

O Brasil figura mal – 56ª posição – no “National Cyber Security Index”, um ranking global para avaliar a situação digital de países. O site tem uma ferramenta de comparação interessante, e o Brasil figura atrás de países como Índia, Rússia e China, e perto do Paquistão. No ano passado, ficando somente nos ataques mais ventilados pela mídia, sofremos bastante com vazamento de dados, phishing, roubo de identidade e clonagem do WhatsApp.

E não é por falta de investimento. Pesquisas do Gartner, principal consultoria global em Tecnologia da Informação, indicam que, até 2023, os investimentos em cibersegurança deverão crescer aproximadamente 40% no Brasil. Só em 2019, os gastos gerais com segurança aumentaram 10,5%, ultrapassando os R$ 124 bilhões.

Temos diversas e acessíveis tecnologias que podem nos auxiliar, no entanto, a segurança depende de um conjunto de fatores como: campanha de conscientização dos usuários, investimento em softwares genuínos, adição de ferramentas de controle baseados em comportamento dos usuários, aumento do nível de segurança adicionando múltiplos fatores de autenticação etc.

O grande desafio para garantir a confiabilidade não está em complexas e custosas arquiteturas de segurança, mas, sim, muito mais direcionado ao usuário e o seu comportamento.

Duvide das facilidades e grandes oportunidades, ao receber um e-mail, mesmo que de pessoas conhecidas, verifique as informações de origem. Utilize antivírus de qualidade, que possua técnicas avanças de proteção e seja recomendado pelo Gartner. Além disso, mantenha todas as ferramentas e o sistema operacional continuamente atualizados. Uma internet segura não tem segredo, basta ser cauteloso.

*Henrique Lopes é gerente Comercial da NetSecurity

 

Fonte: Security Report