Líderes de segurança contratados recentemente compartilham o que os executivos querem saber durante as entrevistas

Por: Bob Violino, CSO

Muitas organizações procuram talentos de segurança cibernética e lutam para preencher cargos por conta da alta demanda do mercado. No entanto, isso não significa que qualquer pessoa com experiência em segurança possa se sair bem em uma entrevista de emprego e ser contratada na hora.

Os candidatos precisam estar preparados para responder a perguntas difíceis. Em muitos casos, não existe uma resposta exata, mas a maneira como os candidatos reagem e formulam a sua fala pode ajudar bastante a causar uma impressão positiva – ou negativa.

Pedimos a executivos de segurança e especialistas em contratação que compartilhassem perguntas que os candidatos devem ouvir e dar dicas sobre como os profissionais devem responder para causar boas impressões.

A resposta a esta pergunta revelará o que os candidatos mais gostam da sua carreira, diz Domini Clark, fundador e CEO da Blackmere Consulting, empresa de consultoria em recrutamento e liderança em segurança cibernética. “Esta pergunta atinge a paixão específica de um indivíduo, revelando não apenas o que ele ama, mas o que ele sente ser uma conquista satisfatória.”

Por exemplo, se um CISO se orgulha mais das políticas que criou para uma organização, ele se encaixa melhor em uma empresa que é mais valorizada do que o CISO que mais se orgulha dos produtos ou da arquitetura de segurança que implementou.

Por que você deseja deixar a sua posição atual?

Pesquisas do setor mostram que os executivos de segurança têm permanência média nas empresas de 24 e 48 meses, segundo Jason Taule, vice-presidente de padrões e CISO da HITRUST Alliance, que desenvolve e mantém estruturas de gerenciamento de riscos e conformidade.

“Se você se encontra no grupo de CISOs com menos tempo de permanência, como responde quando lhe perguntam por que está deixando a sua posição anterior?”, questiona Taule. “Se você quer sair para receber um salário ou benefícios melhores, diga isso – desde que o seu currículo não mostre um padrão de longo prazo com o mesmo comportamento. Se você deseja sair porque o seu empregador não respeita o seu cargo e está procurando uma empresa que ‘entenda’, acho que você faria bem em ser sincero sobre o assunto.”

Qual foi o seu maior fracasso e o que você aprendeu com essa experiência?

Os líderes mais fortes falharam muitas vezes e aprenderam a abraçar o fracasso como a sua maior ferramenta de aprendizado, afirma Clark. “Os melhores e mais brilhantes usam as suas falhas como uma insígnia de coragem”, explica. “Essa pergunta toca o núcleo emocional e revela como eles se sentem confortáveis ​​consigo mesmos e com seus fracassos, quão tolerantes a riscos são, quão confiantes estão em sua capacidade de aprender e se recuperar após o fracasso, bem como seu processo de pensamento sob pressão.”

Qual é a iniciativa de segurança mais complexa que liderou ou fez uma contribuição significativa nos últimos dois anos?

Os executivos de segurança serão solicitados a lidar com iniciativas complexas e cheias de pressão. Os entrevistadores querem saber o que os candidatos podem enfrentar e como eles lidam os desafios.

Como você identificaria e desenvolveria um conjunto diversificado de talentos para atender às necessidades da organização?

Diversidade significa mais do que a participação de membros de classes protegidas, diz Bill Bonney, presidente e fundador da empresa de consultoria eCyber ​​Advisory Group. “Isso também significa diversidade de pensamento, habilidades e domínios”, acrescenta. Para o executivo, o desenvolvimento desse conjunto de talentos inclui atividades de curto prazo, como tornar a organização um local atraente para se trabalhar.

O que você faria para garantir que você e a sua equipe prestem serviços de alta qualidade à organização?

Em um nível básico, as equipes de segurança estão fornecendo um serviço para suas organizações: mantendo dados, redes, sistemas, aplicativos, dispositivos e outros componentes de TI protegidos contra invasões. “Qualidade e serviço não são acidentes; eles resultam da paixão de fazer a coisa certa e de um princípio de melhoria contínua”, observa Steve Hunt, consultor principal da Hunt Business Intelligence.

Hunt sugere uma resposta na qual um candidato descreve como ele envolverá a equipe em uma cultura de qualidade e serviço construída com base em estruturas de excelência de desempenho. Segundo o executivo, os candidatos precisam estar preparados para demonstrar como manterão um alto nível de serviços de segurança para os usuários corporativos.

Como você vê o seu papel e o papel da equipe de liderança sênior em uma violação?

É provável que esse tipo de pergunta ou alguma variação dela seja apresentada em uma entrevista. É importante ter uma resposta forte pronta.

Uma abordagem é descrever ações concretas a serem adotadas, como uma revisão imediata dos caminhos para a resposta a incidentes e garantir que todos os membros da equipe de liderança sênior entendam a sua função na pré-violação, durante uma violação e pós-violação. “Vejo três elementos fundamentais do gerenciamento de violações: lidar com o incidente em si, comunicação com todos os nossos stakeholders e resiliência operacional da empresa”, aconselha Bonney.

Como você avaliaria o seu valor na organização?

Assim como um serviço de alta qualidade é importante, a capacidade de medir e demonstrar valor para os negócios também é. “Duas maneiras comuns de avaliação são examinar a ‘linha superior’ e a ‘linha inferior’”, sugere Hunt. Os executivos de segurança precisam mostrar como o seu trabalho terá o potencial de impactar a linha superior na forma de novas oportunidades de receita, maior satisfação do cliente e novas áreas de crescimento.

Além disso, eles precisam demonstrar o seu potencial impacto nos resultados, através do corte de custos, risco reduzido e processos de segurança mais eficientes.

Por que agora é a hora certa para você mudar a sua carreira?

De acordo com Clark, a resposta a essa pergunta é importante. “Há tantas razões para fazer uma mudança quanto pensamentos em nosso cérebro, e uma resposta honesta e autêntica a essa pergunta me ajuda a entender as verdadeiras motivações que impulsionam a mudança”, explica.

O fato é que “a maioria das pessoas não gosta muito de grandes mudanças e está sofrendo alguma pressão se estiver disposta a melhorar a sua vida profissional”, afirma Clark. “O próximo passo na carreira deles será influenciado por essas motivações.”

Por exemplo, Clark explica que não gostaria de colocar alguém em uma posição de liderança se a motivação para a mudança é o indivíduo não gostar de gerenciar pessoas. “Da mesma forma, eu não colocaria alguém em uma função de consultoria nacional se a sua motivação fosse a necessidade de parar de viajar tanto”, acrescenta.

Qual é o seu próximo passo?

“Todos temos nossos sonhos e desejos e, muitas vezes, tentamos encaixar o que queremos no ‘contêiner’ de outra pessoa, porque não vemos o contêiner certo à nossa frente”, comenta Clark. “Quando podemos obter uma resposta bem pensada para essa pergunta, ela pode abrir possibilidades e oportunidades que antes não eram óbvias.”

As pessoas mudam de emprego para sentirem que estão cumprindo o seu objetivo, e as empresas devem querer saber o máximo possível sobre as suas metas, a fim de garantir que haja uma combinação certa, principalmente ao fazer contratações críticas.

Fonte: CIO