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Se nos colocarmos do outro lado da organização, aquele que não estuda o GDPR e o LGPD para entender as bases legais, formas de consentimento e os meandros legais; aquele que não desenvolve planos de implementação das normas ISO 27001 e ISO 27701 com todos os controles e cláusulas, gestão de riscos e classificação da informação; e muito menos aqueles que priorizam seu tempo lendo políticas e padrões de Privacidade de Dados e Segurança da Informação, veremos que isso tudo é muito chato e pouco perceptível em uma primeira impressão, levando em conta as preocupações que as pessoas possuem em suas vidas pessoais e profissionais.

Contudo, não é uma opção deixar que estas impressões impeçam a concretização da estratégia definida pela organização e atingir os resultados desejados e, para isso, temos que implementar tanto a parte funcional quanto a de comunicação com as pessoas, e não apenas de modo institucional, mas tocando cada indivíduo e mostrando o sentido, as implicações e impactos que isso tudo compreende.

Para isso, raramente nossa área tem talento e, observando a vida corporativa, vejo que cada vez mais temos ou de nos qualificar ou nos aliarmos a áreas e profissionais da área de comunicação.

A identidade visual, a linguagem e a forma de se comunicar são elementos extremamente eficazes para se conseguir engajamento e, quando isso é feito de modo inadequado, o resultado pode ser indesejado, causando distanciamento ao invés de comprometimento com a causa.

Por este motivo, defendo que em organizações pequenas ou médias, os profissionais da área devem ser capacitados nestas habilidades e, em grandes corporações, deve haver total sinergia entre as áreas, com fluxos e discussões estabelecidos de modo recorrente.

O ponto primordial é buscar entender cada indivíduo e sensibilizá-lo de forma a cooperar não para a área de Privacidade e Segurança, mas adotando como hábito para sua vida.

Temas como comportamento humano, acessos não-autorizados e cuidados com disponibilização de informações pessoais não são constantes apenas no âmbito profissional e, por este motivo, tal qual toda a parte de educação, cultura e hábitos, pode ser desenvolvida, estimulada e suportada de forma orgânica, mesmo que por trás disso haja todo um aparato considerado chato, insosso e que não causam qualquer interesse.

Fonte: Blog do Rodrigo Magdalena