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Atualmente as grandes corporações estão estruturadas de forma bastante sólida em termos de estratégia, gestão, processos e tecnologia.

Dirigentes com visão estratégica coerente com os temas de proteção de dados, profissionais especializados e competentes na aplicação das medidas necessárias e tecnologia de ponta são commodities e tem se mostrado, superficialmente, eficiente em termos de conformidade e concretização do que pensa a Alta Direção.

Contudo, no ambiente organizacional vemos algo destoante, onde a operação se vê distante disso e sem entrosamento com o que se pretende e sem entender o sentido do que a área propõe, atuando, majoritariamente, sob pressão e não por engajamento genuíno.

O que se percebe neste cenário é na necessidade de nós, gestores e profissionais de Privacidade de Dados e Segurança da Informação, nos voltarmos ao público-alvo final, às pessoas, e não nos focarmos em cumprimento de processos e demandas apenas.

É claro que o pensamento se torna utópico ao ponto em que há conflitos entre o que a organização determina e o que as pessoas querem, mas temos de centralizar esforços neste último componente, pois sem engajamento, uma real cultura baseada em proteção de dados jamais será, de fato, implementada de modo sustentável.

Fatores como resistência, senso de pertencimento, falta de entendimento e queda de produtividade são totalmente factíveis na geração da falta de sucesso dos programas de conscientização e criação de cultura, mas ao mesmo tempo são perfeitamente contornáveis caso todos os níveis envolvidos em nossa área estejam voltados ao indivíduo, demonstrando o motivo e os ganhos (mesmo que passe por perdas e modificações momentâneas).

Para qualquer ser humano, algo deve fazer sentido e, sem isso, apenas tratamos nosso público como meros pets, premiando pela obediência e punindo pela rebeldia.

Fonte: Blog do Rodrigo Magdalena