Leandro Ramos, acoount director e partner da CoreBiz, seleciona cinco dicas para não cair em armadilhas e evitar ser vitima de fraudes no comércio eletrônico.

Quem nunca sofreu um golpe no comércio eletrônico, com certeza conhece alguém que já passou por essa situação – um a cada quatro brasileiros já foi vítima desse tipo de fraude. De acordo com uma pesquisa do ACI Worldwide, o Brasil ocupa o segundo lugar no ranking de fraudes no e-commerce. Os principais casos são o roubo de dados e uso de cartão de crédito não autorizado por terceiros. Entre janeiro e agosto de 2018, foram detectados 920 mil golpes na internet, ou seja, 3,6 fraudes por minuto, segundo dados da ciberseguradora Psafe. Para não cair em armadilhas virtuais, é importante se precaver ao máximo na hora da compra. Veja algumas dicas:


1. Pesquise o fornecedor

Confira os dados comerciais da empresa, como razão social, endereço, telefone e CNPJ. Desconfie de sites que não têm essas informações que, por lei, devem ter destaque na página inicial. Fique alerta caso o único telefone de contato seja um número celular. Outra dica é pesquisar cadastro nacional de reclamações dos Procons e verifique o selo e-bit, que elenca a avaliação de consumidores.

2. Pesquise a reputação da empresa

Vale escrever o nome do comércio nas redes sociais e ler a opinião dos usuários/clientes, descobrir se existem reclamações sobre serviços ou produtos. Nas redes sociais os usuários também comentam e classificam com estrelas o nível de satisfação com a empresa e se ela se importa em responder os relatos.

3. Fuja de ofertas imperdíveis

O preço está absurdamente tentador? Respire fundo, repense, e leia os passos anteriores antes de se decidir. Compare o valor ofertado por outros e-commerces. Preços muito reduzidos podem indicar uma tentativa de fraude.

4. Leia a política de troca

Nada de ser preguiçoso e sair clicando em “aceito” sem ler essas informações tão importantes. Além das medidas de segurança em relação aos seus dados pessoais, essa política deverá descrever as regras de troca e devolução. Por lei, o fornecedor é obrigado a discriminar no preço toda despesa adicional que houver, como por exemplo, frete.

5. Guarde os comprovantes de compra

Tire “prints” da tela de compra, armazene as notas fiscais eletrônicas e salve toda comunicação que receber do e-commerce via e-mail. Assim, caso uma fraude aconteça, você estará preparado para tomar medidas necessárias.

Leandro Ramos é Account Director & Partner da CoreBiz

Fonte: Security Report