De acordo com estudo feito em parceria com a consultoria Marsh, preocupação tende a crescer com o aumento da transformação digital nas marcas

Os ciberataques são de longe a maior preocupação que tira o sono da maioria dos líderes de tecnologia nas empresas. A percepção foi divulgada no estudo “The 2019 Global Cyber Risk Perception Survey”,  produzido pela consultoria Marsh em parceria com a Microsoft.

De acordo com a pesquisa, feita com 1,5 mil pessoas, os ataques virtuais configuram como uma das cinco principais preocupações de 79% dos entrevistados. Um aumento considerável da edição de 2017 do documento, no qual a ameaça fazia parte da vida de 62% dos respondentes.

O número fica mais expressivo quando a análise perguntou aos executivos quantos deles elencavam a invasão de sites como principal preocupação. Em 2017, esse percentual era de 6%, sendo que agora alcança 22%.  Questões como vírus com alto grau de letalidade nas máquinas (como o WannaCry) e crimes como o sequestro de dados sensíveis são fatores que contribuíram para o aumento da preocupação com a segurança de dados.

Atrás dos ciberataques, os aspectos que compõem o top 5 dos riscos empresariais, o segundo lugar ficou com a incerteza econômica (59%), danos à reputação ou marca (57%), leis e regulações (55%) e perda de profissionais-chave dentro da operação da companhia (44%).

Os perigos do novo

Tecnologias como cloud computing, blockchain, inteligência artificial e internet das coisas, pioneiras no movimento de transformação digital, estão sendo adotadas em larga escala pelas empresas. De acordo com a amostragem da pesquisa, 77% das marcas já adotaram ao menos uma dessas ferramentas. O problema acontece quando os riscos e oportunidades não são avaliados de forma consistente pelas lideranças.

De acordo com dados da pesquisa, os níveis de desconhecimento das ameaças que uma nova tecnologia pode trazer ainda é alto entre C-levels. Dos respondentes do estudo, 37% afirmaram não conhecer os contras de se adotar o Blockchain dentro das operações da companhia.

Quando o tema falava sobre automação robótica, o nível de desconhecimento ficou em 21%, sendo que aumentou para 24% quando a pergunta recaiu sobre potenciais problemas que o uso de inteligência artificial ou machine learning poderiam causar na operação.

Insegurança cresce

Em conjunto com o desconhecimento do impacto das novas tecnologias, outra questão que aumenta a insegurança dos executivos está no pouco tempo dedicado pelas lideranças para entender e tomar decisões relacionadas à segurança de dados.

Nos últimos 12 meses 70% dos líderes executivos e membros do board declararam ter se dedicado apenas algumas horas ou dia sobre o tema. Sem um entendimento completo, questões como investimentos em segurança e atualizações de sistema podem não ser encarados com a prioridade devida.

Por conta desses fatores, os executivos entrevistados estão menos confiantes do que há dois anos sobre a capacidade das suas companhias de se proteger e lidar com eficiência no caso de ataques.

Em 2017, 9% não se sentia nada confidente em entender ou avaliar ameaças digitais, percentual que dobrou para 18% no estudo de 2019.  Atualmente, 22% dos líderes não se diz capaz de gerenciar ou responder invasões (contra 15% de 2017) e 19% não acredita ter a estrutura necessária para prevenir ou mitigar invasões (em 2017, esse percentual estava em 12%).

O relatório pode ser lido, na íntegra, acessando esse link.

Fonte: CIO