Uma organização é composta por áreas; Áreas são formadas por pessoas; E pessoas possuem personalidade e interesses próprios, independente do coletivo a que pertencem.

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Com esta máxima devemos nos guiar para estabelecer a abordagem que nossa área deve se relacionar com as demais, uma vez que, no final do dia, o que prevalece são as relações para que o engajamento fique visível e os resultados desejados sejam conquistados.

Seja para estabelecer um programa de Gestão de Segurança da Informação ou para situações pontuais e mesmo cotidianas, o relacionamento e a empatia são fundamentais.

Temos muita herança proveniente da área de Tecnologia da Informação, notoriamente conhecida como falha na questão de comunicar-se com seu público e, no nosso caso, por sermos exigidos por uma postura e decisões algumas vezes impopulares ao mesmo tempo marginalizados e questionados por outros times, há uma distância natural entre os elos produtivos e os regulatórios, o qual fazemos parte.

Desta forma, é imprescindível que exercitemos a empatia e as formas de comunicação adequadas de acordo com cada público –  e é aqui onde falhamos miseravelmente.

Falhamos porque temos viés de distanciamento e de regulação, não levando em consideração, naturalmente, as questões culturais e os anseios de quem está no processo produtivo da organização (ou seja, não sentimos a real temperatura e não temos a real noção do que acontece e quais são as regras não-escritas de quem realmente faz as engrenagens funcionarem).

Identificando e atacando estes pontos fracos seremos capazes de falarmos a mesma língua e conseguirmos, de fato, apoio para as medidas, e não sendo meramente impositivos.

Este trabalho deve ser anterior ao programa de conscientização e treinamento, pois trata da cultura, do relacionamento e das alianças necessárias.

Portanto, sejamos atentos a quem queremos falar e como devemos fazê-lo.

Fonte: Blog do Rodrigo Magdalena