Combate à Fraude quer reduzir as irregularidades em aprovações de cadastros e aberturas de contas digitais em bancos, fintechs e empresas de seguro e investimento

Que a digitalização trouxe benefícios como agilidade para as instituições financeiras e, principalmente, conveniência aos consumidores, todos sabem. Exemplo disso é o aumento de clientes de bancos digitais e fintechs. Mas esse crescimento dos serviços financeiros na Internet também gerou oportunidade para os fraudadores. Para diminuir o risco de falsificação de identidade em aprovações online, foi criada a Combate à Fraude.

Em operação desde agosto deste ano, a startup de tecnologia oferece uma solução que promete diminuir o risco de fraudes de identificação digital. Além disso, também conta com um serviço de auxílios jurídico e criminal para empresas vítimas de golpes de falsificação de usuários em suas plataformas digitais. Startups e fintechs como Mutual, EasyCrédito, Bxblue, Credmobi, Bom pra Crédito, Piki e outras já são clientes da Combate à Fraude.

“Quando uma empresa não se protege, o fraudador sempre age novamente usando diversos CPFs, RGs e CNHs diferentes. Até que o golpe seja descoberto, quase sempre é tarde demais. O prejuízo é grande e a responsabilidade por reembolsar as pessoas lesadas, utilizadas como laranjas nessas operações fraudulentas, é da empresa, seja ela um banco, uma fintech ou mesmo o INSS ou uma empresa de varejo”, afirma Rafael Viana, CEO da Combate à Fraude.

Segundo um levantamento da empresa, em média, de cada dez empréstimos solicitados em sites e aplicativos de empréstimo, dois apresentam informações falsas, gerando prejuízo para um mercado de mais de R$ 1 bilhão por ano.

“Existem diversas formas de fraudes de identidade e a maioria das soluções existentes no mercado faz apenas a consulta em várias bases de dados para checar se o CPF do indivíduo é verdadeiro. Mas só isso não resolve”, ressalta Leonardo Rebitte, CEO da fintech Mutual, líder em empréstimos entre pessoas físicas, e um dos criadores da Combate à Fraude.

Grande parte dos golpes em bancos e outras empresas digitais de serviços financeiros é decorrente do roubo de dados pessoais. Isso porque, em posse de um documento falso, um fraudador pode abrir contas em bancos, contratar empréstimos pessoais em aplicativos de fintechs e solicitar cartões de crédito, entre outras ações. Uma pesquisa da Serasa Experian aponta que, a cada 17 segundos, alguém sofre um roubo de identidade.

Tecnologia avançada contra fraudes

A solução antifraude combina tecnologias como Machine Learning e Inteligência Artificial com um sistema de checagem digital de dados que permite a aprovação de cadastros de forma confiável e em poucos segundos, automatizando toda a análise documental. Os usuários que têm seus documentos rejeitados são automaticamente notificados para reenviá-los.

O processo de documentoscopia da plataforma para verificar a autenticidade de documentos e assinaturas, usa inteligência artificial para comparar o documento apresentado pelo usuário com milhares de outros do mesmo Estado e ano de emissão, procurando inconsistências em mais de 200 pontos de atenção por segundo. Para isso, a startup tem parceria com diversos órgãos governamentais para consultar suas bases de dados.

Outra vantagem da Combate à Fraude é que suas aplicações foram desenvolvidas pensando na experiência do usuário final dos clientes. A empresa também presta um serviço de auxílio para a comunicação às autoridades competentes quando um crime de falsificação de identidade ocorre em seus sistemas.

Fonte: Security Report