Uma série fantástica com vários aprendizados para quem trabalha com gerenciamento de projetos.

Das diversas analogias possível, podemos ilustrar as partes feitas no modelo Waterfall / Tradicional de Projetos e partes feitas no modelo Ágil, vamos entender:

No modelo tradicional:

O Professor: É o Gerente de Projetos, buscando planejar cada detalhe antes de partir para a execução, ele mapeia com grande preciosismo cada etapa do primeiro projeto (casa da moeda, referida nas duas primeiras temporadas).

Até quem trabalha bastante com projetos se impressiona o quanto ele conhece frameworks de projetos, alguns juram que ele é certificado PMP rsrs.

O cara fez praticamente todas as áreas de conhecimento do PMBOK:

  • Entendeu completamente escopo;
  • Trabalhou no cronograma com reservas e caminho crítico;
  • Custos e reservas de contingência;
  • Partes interessadas com o planejamento para engajá-las;
  • Riscos com plano de respostas aplicado, ao mesmo tempo, surgiram riscos desconhecidos no meio da execução;
  • Recursos humanos com técnicas de engajamento da equipe e recursos materiais;
  • Qualidade do processo e do produto, especificamente a personagem Nairobi foca na qualidade do produto;
  • Aquisições com as contratações paralelas;
  • Comunicações com os stakeholders de diversas formas e com a precisão certa, nem comunicar demais nem de menos;
  • Integração para coordenar todos os planos.

Aqui vem um grande aprendizado e entendimento das práticas ágeis, por ventura, o projeto deu certo, mas, tempos depois, surge a necessidade de outro projeto, com escopo muito incerto e impossibilitando um planejamento detalhado (cenário muito similar aos projetos da atualidade).

Daí começa um projeto ágil na terceira temporada:

  1. Professor assume o papel de Product Owner e faz: Backlog do produto, Roadmap, Plano de releases, Grooming, critérios de aceite etc.;
  2. É chamado um Scrum Master para ajudar o time na mudança do mindset (palavra clichê, eu sei rs), o personagem Palermo chega para trazer mais dinamismo e liderança orgânica;
  3. O Time que na primeira temporada ficava muito submisso ao gerente de projetos, agora tem mais autonomia para decisões;
  4. Se olharmos mais a fundo ainda, poderíamos dizer que foi usado Scrum escalado com SAFe e Nexus pelas frentes simultâneas que acontecem.

Com vários percalços o projeto está caminhando, inclusive a Netflix lançou a série de forma incremental e a próxima temporada só chegará ano que vem.

Podemos até pensar: “Poxa! Se na primeira vez deu certo fazendo waterfall, porque não fazer de novo?”

A resposta é simples: “Porque o mercado não dá mais tempo de planejar em detalhes todo o escopo do projeto e a urgência de entregas é cada vez maior, afinal de contas, a concorrência aumenta a cada dia.”

Na minha opinião, não tem melhor ou pior framework, tem o que é mais adequado ao seu projeto e funcione!

Fique à vontade para opinar sobre o artigo, é importante compartilhar a visão de vários profissionais do mercado.

Artigo escrito por: Victor Vidal (https://www.linkedin.com/in/victor-vidal-67047921)