Segundo reportagem da Associated Press, perfil falso tinha conexões com personalidades influentes na política dos EUA

Um perfil no LinkedIn com o nome de Katie Jones foi identificado pela Associated Press como sendo um perfil falso gerado com tecnologia Deepfake.

O perfil de “Katie Jones” não pode mais ser encontrado na rede social, mas, segundo a publicação, acredita-se que ele era usado para espionagem. Durante o período que ficou disponível tinha diversas conexões com personalidades importantes de Washington, incluindo um vice-secretário do estado, um assessor sênior de um senador e Paul Winfree, economista considerado para um cargo no Federal Reserve Board do Banco Central dos Estados Unidos.

De acordo com a reportagem do Associated Press, que coletou diversos depoimentos de especialistas, “Katie” é só mais um perfil fantasma na rede social e parece ter sido criada por um programa de computador e demonstra todas as características de uma foto gerada com Deepfake.

O LinkedIn sempre foi um atrativo para espiões por disponibilizar fácil acesso a dados e pessoas de ciclos poderosos. Esses perfis falsos solicitam centenas de conexões fingindo ser pessoas que não existem. Casos como esse já foram identificados na rede social. No mês passado, um oficial aposentado da agência de inteligência dos EUA, a CIA, foi sentenciado a 20 anos de prisão por vazamento de informações sigilosas a um espião chinês que fez contato com ele dizendo ser um recrutador.

O caso de “Katie Jones” aumenta ainda mais a ideia que os Deepfakes estão acabando com a confiança em perfis e informações encontradas na internet à medida que se tornam mais acessíveis, fáceis de entender e manusear.

Fonte: ITMidia