Resultado de imagem para gdpr lgpd

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) entrará em vigor no próximo ano, mas as organizações já devem ter suas ações implementadas previamente (caso ainda não o tenham feito devido ao GDPR) de modo a atender a esta legislação).

Toda lei é elaborada para atender a um bem comum, seguindo preceitos de ética e ordem mas, como toda forma de expressão, isso pode ser subjetivo e deturpado.

O ponto desta discussão é um dos aspectos mais importantes da regulação – Direito ao Esquecimento – que visa a proteção quanto à sua confidencialidade e disponibilidade dos dados pessoais do indivíduo conforme sua vontade.

A lei tornará possível que qualquer cidadão solicite a instituições públicas ou privadas que informem quais informações possuem  a seu respeito e que as remova de suas bases (com exceções pontuais, como dados médicos e outros de cunho trabalhista e governamental).

O que se tem visto com isso, especialmente no mundo corporativo, foi a interpretação deste direito como forma de obter vantagens em processos seletivos, onde um candidato preterido por uma determinada organização (e que, anteriormente disponibilizou suas informações enviando-lhe seu currículo e informações adicionais) solicita que esta mesma organização o informe sobre os dados que foram retidos e, prontamente, os remova, fazendo com que este nunca tenha existido (em tese), no histórico daquela instituição e, portanto, sendo passível de alterar (de modo lícito ou não) suas informações de forma que seja admitido em uma futura oportunidade.

Isso fere a ética individual e, por mais que não seja regulada ou classificada como contravenção ou crime, pode ser entendida como um aspecto perigoso se estendido para outros campos.

Portanto, as leis estão aí, mas as organizações e, principalmente os cidadãos, devem ater-se à ética em primeiro lugar, independente de crenças, ideologias, posições políticas, etc.

Fonte: Blog do Rodrigo Magdalena