Resultado de imagem para cracha no peito perigo

Parte do programa de Segurança da Informação está baseado no aspecto da Segurança Física.

Como parte deste domínio tão importante e fundamental, há um assunto polêmico nas organizações: O uso de crachás de identifcação.

Uns gostam, outros são indiferentes e muitos são contra, pelos mais diversos motivos.

Mas como resolver o problema de identificação, autenticação e gestão de pessoas no perímetro físico da organização?

Naturalmente, como acontece com outras formas de mídia, como cartões de visita, por exemplo, o crachá, de fato, será repensado e muito provavelmente não o teremos em uso em alguns anos da forma como o possuímos hoje. Porém, há o endurecimento às regulações de Privacidade e Proteção de Dados juntamente com a Segurança da Informação, e ao mesmo tempo em que as organizações deixam seus ambientes mais leves, este tipo de controle se faz necessário.

Soluções já existem no mercado, mas a legislação trabalhista brasileira ainda não permite que outros meios sirvam como forma de marcação de presença, sendo ainda necessário manter, para este fim, esta forma de identifcação.

Eis abaixo algumas soluções já existentes que podem tanto substituir quanto complementar o uso de crachá em sua função de identifcação, expandindo ainda sua utillidade com recursos adicionais:

  • Biometria

Reconhecimento facial, impressão digital, íris, mãos e, em casos extremos, reconhecimento corporal (com análise de altura, peso, postura, fluxo sanguíneo, modo de caminhar e combinação de fatores de face, impressão digital, íris e mãos) são modos de identificação utilizando apenas um dos fatores de autenticação (o que o indivíduo é) e é apontado como solução futurista, mas ainda de difícil implementação, seja por seus elevados custos, precisão e tempo de resposta

  • Chips (Implantes Subcutâneos)

Certamente o item mais polêmico e futurista, consiste na instalação de um chip na pessoa, possibilitando-a ser identificada, autenticada e até mesmo rastreada, entre outros recursos de acesso não apenas físico, mas lógico, como sistemas, aplicativos e informações

  • Pulseiras

Similar ao crachá, mas com viés mais discreto (e mais caro), as pulseiras, similares às utilizadas para prática esportiva, contém tecnologia RFID (já presente em controle de produtos e estoques) e permite também, além de autenticação, o rastreio do funcionário, o que pode levar a polêmicas com leis locais

  • Smartphones

Solução já adotada em cerca de 5% das corporações, segundo o Gartner, é uma solução que aproveita o aparelho já existente e comum a praticamente todos e, a exemplo do que os bancos já têm feito, instala um aplicativo de identificação (token) que também pode aproveitar a integração com o banco de dados da companhia, localização e tudo o que o smartphone pode oferecer em termos de recursos para autenticação, monitoramento e rastreio

O principal ponto de discussão é a privacidade, pois estas tecnologias que se apresentam permitem, entre outras coisas, o rastreamento do indivíduo, o que é contra a lei de vários países e pode gerar um grande desconforto nas pessoas.

É importante ressaltar que o Ministério do Trabalho possui a Portaria 3214 de 08/06/1978, onde certos aspectos e condições (principalmente onde há trabalho com equipamentos motorizados) exigem o uso do crachá. Além disso, a própria CLT regula que as organizações, implementando seus próprios métodos, podem exigir esta medida.

Independentemente da forma, é necessário a uma corporação que defina, controle, mantenha, monitore e gerencie quem, quando e como um indivíduo pode adentrar e permanecer em suas instalações (mas jamais o retendo contra sua vontade).

Fonte: Alerta Security