Autora: Roberta Prescott

A abordagem da indústria financeira com relação à computação em nuvem mudou muito nos últimos cinco anos e as empresas do setor passaram a apoiar a transformação digital no uso de tecnologia e em serviços em nuvem, afirmou o líder da área de serviços financeiros na AWS Brasil, Douglas Silva, em palestra durante o Fico Fórum, que acontece nesta quarta-feira, 13/03, em São Paulo.

“Pouco se falava em transformação digital e as preocupações no passado eram outras. Muitas instituições tomaram a decisão de, não apenas comprar mais infraestrutura, como também construir seus grandes datacenters. Outras criaram suas clouds privadas para assegurar a segurança”, observou o especialista da AWS.

Cinco anos depois, os bancos usam serviços em nuvem para acelerar a transformação dos seus negócios. O pagamento pelo uso foi crucial para fomentar essa guinada. “Uma vez que a tecnologia está disponível, ela pode ser consumida em minutos e não mais em semanas; e as empresas focam no que é mais importante para a companhia.”

Para Douglas Silva, bancos e seguradoras abraçaram a transformação digital ao observarem novas formas de risco emergindo. Também viram a possibilidade de, com a análise de dados, criar ofertas para os clientes e oportunidades de redução de custos em tempo real. Há, segundo o especialista da AWS, uma mudança das instituições de uma mentalidade focada em produtos para uma estratégia que passa a considerar o cliente e a jornada de experiência como prioridades de negócio.

Construir lagos de dados (data lakes) e estabelecer uma estratégia de análise de dados; transformar o core migrando para ambiente de nuvem alguns sistemas e liberando espaço para outros, resolver problemas de negócios com uso de inteligência artificial e machine learning também foram ações apontadas pelo especialista da AWS como impulsionadoras à indústria financeira.

“Temos vários experimentos em IA/machine learning, alguns em fase avançada”, afirmou, citando como casos mais comuns nos quais a AWS tem ajudado os clientes, o compliance, o monitoramento e detecção de fraudes; o processamento de documentos; a precificação e a recomendação de produtos e experiência dos clientes e trading.

Fonte: Convergencia Digital