Pesquisa aponta que menos de 20% dos viajantes recebem comunicação formal com frequência e diretrizes sobre segurança de suas empresas; apenas 35% dos executivos se sentem confiantes em não comprometer a segurança de dados corporativos durante suas viagens

Apenas 35% dos viajantes de negócios do mundo se sentem muito confiantes em não comprometer a segurança de dados corporativos durante suas viagens. Na comparação entre regiões, usuários das Américas estão significativamente mais confiantes (46%) que viajantes da Ásia-Pacífico (28%) e da Europa (27%). Os dados são de uma pesquisa realizada pela Carlson Wagonlit Travel (CWT).

“Esses resultados mostram que ainda há muito a ser feito na educação de viajantes sobre como cuidar dos dados de suas companhias. Por exemplo, a conectividade em espaços públicos pode colocar os dados das organizações em risco”, disse Andrew Jordan, Vice-Presidente Executivo e Chief Technology Officer da CWT. “Conscientização e treinamento são importantes para proteger informações contra qualquer possibilidade de violação de segurança.”

Ao viajar, há três situações nas quais os viajantes consultados afirmam estar mais preocupados em expor dados da companhia: perda ou roubo de notebooks ou outros dispositivos móveis (29%), ao utilizar rede Wi-Fi pública (21%) e ao usar seus equipamentos móveis para trabalhar (9%).  Outras situações também são fonte de preocupações, como o compartilhamento acidental de documentos da companhia (9%), o acesso aos e-mails corporativos durante as viagens (8%), abertura de arquivos ou a visita a sites questionáveis (8%) e o descarte de documentos impressos (6%).

Aproximadamente metade dos viajantes de negócios se preocupam com violações de segurança enquanto estão online ou tentando se conectar por meio de uma alguma rede que não seja a da empresa. E essa não é a única questão sensível: 37% dos entrevistados admitem ter baixado algum arquivo desconhecido de um remetente não reconhecido – e a mesma porcentagem já tentou abrir e-mails que eram, na realidade, phishing (forma de fraude eletrônica).

Felizmente, a maior parte dos viajantes corporativos toma uma atitude ao saber de alguma violação de segurança de dados. De acordo com o levantamento, 37% dos consultados alegam desligar imediatamente seus dispositivos, 25% reportam para suas companhias, 34% notificam o departamento de TI. A pesquisa revela ainda que 62% dos profissionais entrevistados confirmam saber como reportar um caso de phishing apropriadamente.

Menos de 20% dos viajantes corporativos afirmam receber comunicação formal com frequência e diretrizes sobre segurança de suas empresas, enquanto 34% informam que obtêm alguma orientação sobre o que não fazer.

Fonte: Security Report