Autor: Ana Paula Lobo

O apagão de mão de obra especializada em segurança da informação acelerou a chegada dos robôs aos centros de segurança da Informação, mas eles estão atuando na primeira camada, que é mais automatizável, observa o vice-presidente de pesquisas do Gartner, Augusto Barros.

“Na segunda camada que é a detecção de incidentes e na terceira camada onde esão as respostas aos incidentes, que são as prioritárias para uma ação pró-ativa diante dos problemas, o homem sempre terá a palavra final. as máquinas chegam para ajudar, mas na primeira camada, elas substituem sim, os humanos, em funções que são até repetitivas e que não atraem muito”, observa o especialista.

Barros, inclusive, se mostrou preocupado com o exagero com relação à inteligência artificial na segurança da informação. “Essas tecnologias são muito relevantes, mas elas precisam ser tratadas como tecnologias e não como solução para tudo”, advertiu o VP do Gartner.

De acordo com a consultoria, os líderes de segurança precisam de controles quje sejam apropriados para o ambiente de riscos. “A decisão do risco é do negócio. Não está nas mãos da Segurança da Informação. Os profissionais dessa área precisam ter desapego dessa missão”, completou. O Gartner realizou neste mes de Agosto, em São Paulo, a conferência Gartner Segurança e Gestão de Risco 2018.

Fonte: Convergencia Digital