Segundo estudo da Kaspersky Lab, ataques deste tipo tiveram alta de seis vezes na região

Os ataques de cryptojacking, em que hackers utilizam maliciosamente o processamento de PCs para mineração de criptomoedas, tiveram aumento exponencial na América Latina. Segundo estudo da Kaspersky Lab, o ataque teve alta de seis vezes na região – passando de 57.278 em 2017 para 393.405 até agora este ano.

O levantamento mostra que a tendência de queda registrada pelas detecções desses ataques em 2016 em relação a 2015, quando passaram de 3.345 para apenas 800, se reverteu completamente. Entre as criptomoedas mais procuradas pelos cibercriminosos está o bitcoin tradicional, assim como moedas consideradas mais seguras e anônimas, como Monero e zcash.

O país mais afetado na região pelos cryptominers é o Brasil, com 51,23% dos ataques, seguido pelo México, com 19,86%, e pela Colômbia, com 7,20%. Os países menos afetados da lista são Nicarágua, Uruguai, Cuba e Haiti.

Enquanto isso, em nível global, o número total de usuários que foram atacados por um minerador de criptomoeda malicioso aumentou em 44,5% quando comparamos 2016-2017 e 2017-2018.

Santiago Pontiroli, analista de segurança da Kaspersky Lab, alerta que os ataques com cryptominers tendem a se concentrar nos mercados emergentes e permitem que os criminosos gerem dinheiro novo por meio do uso fraudulento de equipamentos de informática de terceiros por meio do cálculo de equações matemáticas complexas. “Seu auge é principalmente devido ao fato de que o sistema de monetização é simples, geralmente passando despercebidos, além de ser fácil criar um minerador com ferramentas desenvolvidas por construtores de código aberto e malware”, comenta.

Fonte: IDG NOW