Conheça algumas regras necessárias para garantir que a mudança do ambiente de desenvolvimento seja bem sucedida

Os benefícios da tecnologia variam de acordo com a aplicação e com a finalidade. A realização de testes e o desenvolvimento na nuvem estão entre as atividades que podem ser muito beneficiadas.

 

Um dos fundamentos do modelo as a service é o de que a plataforma oferece um ambiente virtual que é padronizado e automatizado para ser facilmente consumível por diferentes pessoas ou departamentos, com menos intervenção dos profissionais de TI. As plataformas públicas e privadas de nuvem medem consumo de recursos, dentro de um modelo que leva à mudanças no padrão e ao consumo consciente, fazendo com que as unidades empreendam seus próprios esforços para a redução de custos. Esse é um conceito crucial para entender mais a nuvem.

 

Pergunte ao gerente do laboratório de testes sobre os desafios que ele enfrenta. A reclamação mais comum, provavelmente, será sobre o excesso de exigência dos desenvolvedores e o tempo que é desperdiçado configurando e desmontando ambientes de desenvolvimento para eles.

 

Mas a surpresa virá se resolverem perguntar para os desenvolvedores mais produtivos e inovadores como eles driblam o problema do ambiente de desenvolvimento: eles dirão que vão direto a alguma forma de serviço de IaaS (infraestrutura como serviço) ou PaaS (plataforma como serviço) dos quais  conseguem tirar recursos em minutos, pagando apenas pelo que usam.

 

Claro, quando os desenvolvedores se voltam para as plataformas de cloud computing para fazer o seu trabalho, o lado operacional de TI talvez fique preocupado com o fato de informações da corporação estarem em risco. Mas em vez de desencorajá-los dessa prática, o ideal é regulamentar o uso, com a criação de ferramentas para solicitação de recursos na nuvem por meio de um túnel seguro ou de políticas de uso.

 

Levando isso em consideração, veja cinco dicas fundamentais que devem ser consideradas na hora de estabelecer políticas de desenvolvimento na nuvem.

 

1. Execute testes que podem ser acomodados em um ambiente virtual padrão

Plataformas do tipo IaaS colocam à disposição máquinas virtuais e volumes virtuais de storage. Já a PaaS colocam a disposição um nível mais alto de middleware ou diretórios onde as aplicações podem ser instaladas. Na maioria dos casos, recursos físicos dedicados não são oferecidos.

2. Prefira levar para a nuvem testes de aplicações que não exigem integração com sistemas em produção

Se o projeto em desenvolvimento pode ser testado isolado, significando que não exige integração com sistemas em produção, ele normalmente pode ser testado em uma plataforma de nuvem. A forma mais barata é usar plataformas de nuvem que não consome envio de tráfego. Essa modalidade também é a que representa o menor risco para a companhia, pois não há necessidade de abrir portas de firewall.

3. Prefira colocar na nuvem projetos com ciclo de vida menor que 12 meses

A maioria das plataformas de nuvem é precificada por hora. Se consumidas perpetuamente em um período de 12 meses, acabam custando mais do que uma operação interna em um laboratório virtualizado. Aqui está a regra básica: se sua conta de nuvem pública varia constantemente, algumas vezes chegando a zero, então você está utilizando-a efetivamente.

 

4. Escolha projetos que não expõem a companhia a regras de risco e conformidade

Não coloque testes e desenvolvimento na nuvem privada até que você tenha a certeza de que está totalmente em conformidade com as regras e obrigações.

 

5. Se as aplicações usam múltiplas máquinas virtuais, jogue na nuvem as que se conectam via serviços web

A nuvem pública espalha as cargas de trabalho do cliente através de infraestruturas virtuais padrão e as conectam usando protocolos IP e serviços web. Se um desenvolvedor precisa que componentes de uma aplicação conversem com outros, ele não pode esperar encontrar suporte para protocolos que são sensíveis à latência ou que requerem configurações de rede específicas. A maioria das nuvens públicas não suporta protocolos multicast. Definir clusters também pode ser um desafio grande demais. Não use a nuvem para esses tipos de projetos até que você consiga garantir que o desempenho será o esperado. Por outro lado, a maioria das intercomunicações baseadas em serviços web funciona bem.

O uso da nuvem para desenvolvimento e testes segue a meta de acelerar o tempo para a chegada de novas aplicações ao mercado. Seguindo as regras acima as companhias conseguem garantir a efetividade do investimento.

 

Fonte: Computer World