Ação é entregue dias após o próprio CEO da Tesla, Elon Musk, encaminhar e-mail para funcionários onde relatava tentativa de sabotagem.

Um ex-funcionário da Tesla está sendo processado pela companhia por ter supostamente hackeado e compartilhado um volume massivo de informações sensíveis da montadora com terceiros. A notícia chega dias após o próprio CEO da Tesla, Elon Musk, encaminhar um e-mail para funcionários onde relatava uma tentativa de sabotagem à produção do Model 3.

A ação, entregue nesta quarta-feira (20) em um tribunal em Nevada, alega que Martin Tripp, ex-técnico de processo na Gigafactory, “invadiu ilegalmente as informações confidenciais e de segredo comercial da empresa e transferiu essas informações para terceiros”. Tripp teria conseguido isso ao instalar um software de hacking nos computadores de três funcionários. A companhia ainda afirma que o réu admitiu ter hackeado o sistema operacional de fabricação.

Algo mais sensível aos calcanhares da Tesla nos últimos meses diz respeito às cobranças da imprensa. Isso porque a companhia tem falhado em bater suas metas de produção do Model 3 desde que o veículo elétrico mais acessível da montadora foi lançado no ano passado. O processo entregue nesta quarta também acusa Tripp de fazer falsas declarações à mídia. O ex-técnico teria relatado à imprensa que a montadora utilizou células de baterias perfuradas no Model 3, quando nenhuma célula danificada foi utilizada.

No início deste mês, a Business Insider publicou uma matéria sobre a Tesla onde citava documentos e ex-funcionários como fontes. A reportagem relatava que para fabricar peças do Model 3, a montadora estava gerando uma quantidade absurda de lixo e sucata.

Fonte: ComputerWorld