70% das pessoas dizem estar familiarizadas com as notícias sobre o caso Cambridge Analytica e 45% dos respondentes afirmam confiar menos no Facebook desde então

Os usuários do Facebook estão repensando a quantidade de dados que compartilham com a rede social e outros serviços online, como o Twitter e o Instagram, à luz das revelações sobre uma violação de dados envolvendo a Cambridge Analytica.

Duas pesquisas com 500 pessoas realizadas pela agência de pesquisa Toluna descobriu que o escândalo fez com que 54% dos entrevistados atualizassem suas configurações de privacidade no Facebook, enquanto 5% afirmavam ter encerrado suas contas. “Podemos ver pelos números que os brasileiros estão realmente preocupados com a privacidade de seus dados online e estão tomando medidas para se sentirem mais seguros”, afirma Luca Bon, diretor da Toluna para a América Latina.

Segundo dados revelados pela própria empresa em 2016, o Facebook é utilizado por 102 milhões de brasileiros, o que significa que é possível que até 5 milhões de pessoas tenham deletado sua conta desde que o escândalo foi revelado e cerca de 55 milhões podem ter atualizado suas configurações de privacidade somente no Brasil.

A pesquisa da Toluna constata também que 50% dos entrevistados estão “muito mais cautelosos” com o tipo de conteúdo que publicam e compartilham no Facebook, enquanto outros 31% estão “um pouco mais cautelosos”. Apenas 19% disseram que as revelações sobre o escândalo da Cambridge Analytica não tiveram impacto sobre o tipo de informação que irão publicar.

E em um sinal de que o escândalo está afetando mais amplamente a visão dos consumidores sobre o compartilhamento de dados, quase três quartos (73%) dos entrevistados dizem que também serão mais cautelosos ao compartilhar informações em outras empresas de tecnologia como Twitter, Instagram e Google. “Os brasileiros, de acordo com a nossa pesquisa, ficaram muito mais atentos com o que devem ou não compartilhar na Internet e o escândalo envolvendo uma empresa como o Facebook acaba afetando outras redes sociais”, afirma Luca Bon.

Fonte: Security Report