O atentado terrorista em Londres, que matou cinco pessoas e deixou mais de 50 feridos, recolocou a questão da privacidade na Internet à mesa mais uma vez. A ministra britânica para Assuntos Internos, Amber Rudd, fez duras críticas ao Whats App – que teria sido usado pelo terrorista britânico Khalid Masood pouco antes do ataque – e a outros OTTs de mensagens pelo uso de criptografia ponta a ponta. A ministra reclamou da falta de cooperação das empresas com os órgãos policiais e dizem que os aplicativos se tornaram ‘um lugar secreto para os terroristas se comunicarem’.

A mídia do Reino Unido divulgou que Khalid Masood, nascido na Grã-Bretanha, enviou uma mensagem criptografada momentos antes de matar quatro pessoas na semana passada ao passar com seu carro por cima de pedestres e de ter esfaqueando fatalmente um policial ao tentar entrar no Parlamento, em um ataque de 82 segundos que causou terror no centro de Londres.

Nos Estados Unidos, autoridades têm tentado fazer com que as empresas de tecnologia apresentem uma maneira em contornar a criptografia, em conversas que se intensificaram desde um tiroteio em massa em San Bernardino. Mas enquanto pedia para acabar com o tempo de “terroristas usarem mídias sociais como suas plataformas”, Rudd também pediu ajuda de donos de aplicativos de mensagens criptografadas, tais como o WhatsApp, do Facebook, ao se afastar da introdução de nova legislação.

Perguntada sobre sua opinião sobre companhias que oferecem mensagens criptografadas de ponta a ponta, Rudd disse: “É completamente inaceitável, não deveria haver um lugar para terroristas de esconderem. Precisamos garantir que organizações como o WhatsApp, e há muitas outras assim, não providenciem um local secreto para terroristas se comunicarem uns com os outros. Precisamos garantir que nossos serviços de inteligência tenham a habilidade de atuar em situações como WhatsApp criptografado.”

De acordo com a revista de tecnologia Wired, mensagens de ponta a ponta criptografadas podem apenas ser decodificadas pelo recipiente e por mais ninguém no meio, incluindo a companhia que fornece o serviço.

Fonte: Convergencia Digital