Curador do evento Biometrics HITech indica tecnologias que já impactam diferentes verticais econômicas, de finanças a educação e consumo.

As tecnologias de biometria que, segundo a empresa indiana de pesquisas de mercados digitais 6WResearch, devem representar um mercado global de US$ 21,9 bilhões em 2020, começam a ganhar corpo também no Brasil, com aplicações nas mais diferentes verticais econômicas, de finanças a educação.

A biometria, que ganha destaque como tecnologia para aumentar a segurança de dados e transações, tem outros atributos que a colocam como alternativa segura e diferenciada para eliminar processos burocráticos, agilizar identificação de pessoas e evitar fraudes e crimes de falsificação de documentos, tanto em empresas quanto instituições públicas e privadas.

“A tecnologia aplica-se nas mais diversas áreas, como finanças, varejo, e-commerce, segurança, saúde, governo, educação e dispositivos de consumo”, diz Luciano Baptista, curador responsável pelo Biometrics HITech, evento especializado em biometria que acontece no Brasil com o foco em negócios.

O evento, que terá sua terceira edição no Brasil em setembro de 2017, em Brasília, mostra, segundo Baptista, que a lista de empresas e produtos disponíveis no Brasil é grande:

Akiyama – a empresa curitibana vendeu para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o Biocrypto, um leitor ótico que alcança as camadas digitais mais profundas do dedo. Trata-se de uma solução de identificação de impressão digital combinada com criptografia, que utiliza leitores de alta qualidade de captura certificados pelo FBI.

A empresa também criou o Projeto Neonatal, em fase de desenvolvimento nos estados de Pernambuco e Rio de Janeiro, que tem como foco combater o desaparecimento de crianças no País ou mesmo as trocas em maternidades. O projeto prevê o cadastramento do recém-nascido vinculando à biometria da mãe, ainda na sala de parto.

Gemalto – lança novas carteiras de identidade que contêm um chip com leitura biométrica, atendendo a três funções distintas – identificação, autenticação e assinatura – proporcionando segurança, confidencialidade e abrindo as portas para os serviços eletrônicos. O novo documento possui várias aplicações, entre administrações locais, delegacias, bancos, setor social, saúde e outros, e já está em uso no Uruguai, sendo compatível com especificações do projeto proposto pelo TSE brasileiro.

Thales – apresenta um documento de identificação com os dados biométricos criptografados (com leitura de digitais, íris e face) que não permite falsificação. O documento pode ser utilizado, por exemplo, pelo varejo e em empresas de saúde, pois evita fraudes na compra de produtos e/ou serviços.

Safran – única fabricante no mundo a desenvolver um tablet, com certificação do FBI, que permite identificar pessoas, utilizando a digital coletada pelo tablet. Já usado pela polícia dos Estados Unidos e França, o equipamento opera de modo remoto e consegue identificar pessoas que estejam sem documentos de identidade. Ideal para uso em bancos, telecomunicações e pela polícia.

Vision-Box – controle de fronteiras com autenticação biométrica automática da face projetado para uso em aeroportos. O passageiro maior de idade (18 anos) com um passaporte eletrônico pode controlar o próprio processo de imigração e emigração de forma autônoma, sem necessidade de interagir diretamente com a Polícia Federal. O equipamento já está em uso no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, Viracopos (Campinas) e Galeão (Rio de Janeiro). Para emissão de RG, a empresa já oferece cadastramento biométrico no Faça Fácil, no Espírito Santo.

Aware – produtos para cadastramento e identificação utilizando impressões digitais, face e íris. Criadora do Face Workbench, uma aplicação para análise facial com o objetivo de auxiliar especialistas na avaliação de imagens faciais e como ferramenta complementar aos sistemas de reconhecimento facial.

Biomatica – representa no Brasil a Innovatrics, que oferece um sistema multibiométrico que identifica a pessoa por meio da face, íris, impressão digital e assinatura (em um único banco de dados), ideal para uso pela Polícia Federal. A empresa também representa a Polygon (de Portugal) que conta com um sistema mobile de biometria de voz, utilizado principalmente por bancos para identificação dos clientes.

NEC – sistema autorizado de identificação multibiométrica NEC ABIS, projetado para potencializar a pesquisa multimodal, com o suporte de diversas fontes biométricas, tais como impressões digitais, imagens faciais, impressões palmares e captura de íris. As soluções NEC podem ser utilizadas na identificação civil, na identificação criminal e como motor de pesquisa multimodal.

3M – linha de produtos com opções de captura e avaliações em tempo real, com níveis de qualidade, tempo de respostas e aderência a padrões internacionais, como os Leitores Biométricos PIV para Verificação; Leitores Biométricos Appendix F para cadastro civil e criminal (2-2-1, 4-4-1 e Palmar), SDKs de alto nível e qualidade; e Leitores de Documentos para controle de fronteira e idade mínima.

Montreal – barramento multibiométrico com aplicação em instituições financeiras (bancos). O aplicativo reconhece o cliente (pela voz) e permite que o mesmo acesse a conta bancária por meio de um smartphone.

HID Global – módulos e sensores de impressão digital da série V V4xx Lumidigm® que possuem alto desempenho biométrico com criptografia de dedos, projetados para simplificar as transações para os usuários e eliminar fraude para as instituições financeiras e bancos, sistemas de saúde e eleitoral.

Fonte: ComputerWorld