Autora: Ana Paula Lobo

Depois dos ataques terroristas em Paris, os Jogos Rio 2016 terão um Centro Integrado Antiterrorismo (CIANT), que contará com policiais da área de inteligência de diversos países atuando especificamente no enfrentamento ao terrorismo.

“Ninguém pode ficar indiferente diante de fato como o ocorrido em Paris. Porém, nosso planejamento não sofrerá mudanças. Já tínhamos diversas ações nessa área, como o programa de observadores e o Centro de Cooperação Policial Internacional, que funcionou durante a Copa do Mundo de 2014 e que será novamente ativado”, destacou o secretário Extraordinário de Segurança para Grandes Eventos do Ministério da Justiça, Andrei Rodrigues

O Plano Estratégico de Segurança Integrada (PESI) do governo para os Jogos Rio 2016 foi apresentado a 60 delegações estrangeiras em evento no dia 25/11, no Rio de Janeiro. O Governo informa que investiu R$ 350 milhões para fazer a segurança para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos 2016, valor empregado na aquisição de equipamentos de proteção individual, ferramentas de treinamento e capacitação das forças de segurança.

Construído em conjunto pelos Ministérios da Justiça, Defesa e pelo Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, o PESI serve Rio 2016, um contingente estimado em mais de 85 mil homens – sendo 47 mil de segurança, defesa civil e ordenamento urbano e 38 mil das Forças Armadas – está sendo preparado para garantir a segurança no maior evento já realizado na América do Sul.

Outra novidade do ponto de vista de uso da tecnologia foi a aquisição de quatro balões, que vão sobrevoar e monitorar as regiões de competição (Barra, Deodoro, Copacabana e Maracanã). Denominados de Aeróstatos de Monitoramento Persistente de Grandes Áreas (AMPGA), os equipamentos são compostos por 13 câmeras que trabalham a 200m de altitude. Elas formam um mosaico de imagens que cobre uma área de dez quilômetros quadrados.

Ao todo, foram investidos R$ 23 milhões nos quatro equipamentos, que foram doados à Polícia Militar e à Guarda Municipal e vão ficar como legado dos Jogos Rio 2016. “Foi feito todo um estudo técnico, em acordo firmado com os três níveis de governo, e a aquisição dos balões foi realizada com o viés de que esses equipamentos sejam úteis para o grande evento e também para a segurança pública da cidade e do estado”, completou Andrei Rodrigues. A  estratégia foi divulgada no mesmo dia da ativação – para a fase final de testes – do Centro de Operações de Tecnologia dos Jogos 2016.

Fonte: Convergencia Digital (Com informações do Ministério da Justiça)