Nos últimos dias, o site “Tudo sobre Todos” – que divulga informações de pessoas físicas sem autorização das mesmas – tem causado preocupação a usuários e uma investigação do endereço por parte do Ministério Público Federal  foi iniciada.

Em entrevista ao G1, o procurador de Justiça do Conselho Superior do MP de São Paulo, Mario Luiz Sarrubo, informou que o assunto está sob análise do órgão, porém que não havia maiores informações a serem divulgadas até então.

O site oferece a qualquer pessoa uma base de dados contendo números de CPF, RG, registro profissional, endereço do trabalho ou residencial e até mesmo links para perfis nas redes sociais. Para isso, basta digitar o nome de uma pessoa. Informações adicionais seriam dadas a quem quisesse pagar a mais pelo serviço – com planos a partir de R$ 9,90 até R$ 79 reais. Para realizar as transações, o site adotava cartão de crédito e Pay Pal, porém recentemente passou a exigir dos usuários a moeda virtual Bitcoin.

Nesta ultima terça-feira (28), alguns internautas informavam que o site ainda se encontra no ar. No entanto, para alguns usuários que tentarem acessar o endereço http://www.tudosobretodos.se, aparecerá uma mensagem “Seu IP foi banido. Entre em contato conosco”.

Uma petição pública online, que pede pela retirada do site do ar, foi encaminhada a Superintendência da Polícia Federal em Rondônia. O abaixo assinado conta atualmente com 47.542 assinaturas.

Apesar de divulgar informações de brasileiros, os servidores do site se encontram em território francês. E a própria página na Internet informava que o serviço era administrado pela empresa Top Documents LLC.

O “Tudo sobre Todos” não é o primeiro caso de divulgação de dados pessoais de brasileiros. Em maio deste ano, o site “Nomes do Brasil” causou polêmica ao permitir que números e situações de CPFs fossem consultadas apenas digitando o nome de pessoas. O site foi notificado pelo Ministério da Justiça e saiu do ar.

Especialistas em direito dizem que apesar de as informações divulgadas serem públicas, isso não indica que elas podem ser acessíveis a terceiros – precisando para isso das autorizações das pessoas envolvidas.

Fonte: IDG Now!