Autor: Ana Paula Lobo

Os tablets deixaram de ser os ‘queridinhos’ do consumidor final e as vendas desses dispositivos registraram, de acordo com a IDC, uma queda de 20% no primeiro trimestre de 2015. Há um forte componente do momento econômico, mas especialistas do mercado dizem que há uma saturação desses dispositivos móveis e a disputa ferrenha com os smartphones de tela grande.

Entre janeiro e março, foram vendidos 1,780 milhão de tablets no Brasil, ou seja, aproximadamente 390 mil unidades a menos do que no primeiro trimestre de 2014, conforme dados da IDC. A tendência não ocorre apenas no Brasil. Hoje, de acordo com a Forrester Research, a maior parte dos consumidores prefere trocar para um smartphone novo a comprar um novo tablet, mesmo com preço mais em conta e, muitos com Android, abaixo de R$ 500,00.

Só que os tablets têm um espaço para conquistar e que poderá determinar a sobrevivência desses equipamentos: o mercado corporativo. De acordo com a Forrester, os tablets estão se tornando mais críticos para os negócios. Tanto é asim que mais da metade dos funcionários usa um tablet para fins de trabalho pelo menos uma vez por semana, aponta o estudo. E tudo por conta da demanda do BYOD (bring Your Own Device) nas corporações.

Os tablets, para negócios, são mais ‘amigáveis’ que os smartphones e permitem o uso de soluções de segurança ao acesso aos dados internos. O levantamento da Forrester constata que as corporações estudam dar tablets aos seus funcionários. E que há um grande mercado a ser conquistado, uma vez que, hoje, quase um terço – 29% – não fornece tablets para uso no trabalho.

Fato já comprovado no Brasil. Pesquisa feita em abril deste ano pela MDM Solutions, em parceria com a Integrare 360°, apontou que quase 70% das empresas que possuem estratégias de BYOD planejam ampliar os investimentos nos próximos 12 meses, e 57% planejam aumento de 10% em seus investimentos.

Fonte: Convergência Digital