Eles são especialistas em computadores e outros dispositivos eletrônicos e conhecem códigos e métodos de segurança de cabeça. Porém, nem todos usam essas habilidades “para o bem”: alguns hackers levam uma vida de crime e, durante algum tempo, derrubam sites e servidores ou roubam informações pessoais.

Porém, nem todos ficaram na ilegalidade durante toda a carreira: alguns foram presos e, depois de cumprirem pena, viraram especialistas em segurança ou mudaram completamente de profissão. Eles já existem há algumas décadas e, por diversos motivos, uns se destacam mais do que os outros.

Abaixo, conheça um pouco da vida e da obra dos hackers que mais ficaram famosos na rede justamente por darem dor de cabeça às autoridades.

Kevin Mitnick, a celebridade

Enquanto atuava na ilegalidade, Kevin Mitnick foi chamado de “o criminoso de computação mais procurado na História dos Estados Unidos”. Como principal obra, ele invadiu sistemas de grandes empresas de tecnologia, mas foi preso em 1995. Solto cinco anos depois, mudou completamente de vida e se tornou uma espécie de guru hacker. Hoje é escritor, dono de uma empresa de consultoria de segurança que identifica brechas em sistemas e aconselha outras companhias — além de ídolo de uma geração, claro.

Albert Gonzales, o hacker ostentação

O cubano Albert Gonzales foi o que mais aproveitou os lucros de sua vida de crime. Ele liderou o roubo de mais de 5 mil dados de cartões de crédito entre 2003 e 2005 usando injeções SQL para invadir sistemas corporativos sorrateiramente. Com os US$ 600 mil dólares roubados, ele ficou satisfeito. Porém, não usou a grana para comprar uma casa nova (ele morava em uma residência bastante humilde) ou um carro de luxo: o rapaz deu festas caríssimas e passava dias em hotéis cinco estrelas. Gonzales foi preso e a pena só acaba em 2025.

Raphael Gray, o malandro

O prodígio Raphael Gray tinha apenas 19 anos quando invadiu sites de comércio eletrônico para obter dados bancários e pessoais de milhares de pessoas. Seu maior feito foi pegar as informações de ninguém menos que o cofundador da Microsoft, Bill Gates, e enviar uma caixa de Viagra para a casa dele. O rapaz pegou três anos de reabilitação e serviço comunitário em sua pequena cidade no País de Gales.

Adrian Lamo, o redimido

Esse especialista se destacou tanto por invasões criminosas (Black Hat) quanto por ser um hacker White Hat, preocupado com a segurança de redes e empresas. Primeiro, a fase de bandido: ele entrou em sites da Yahoo! e Microsoft e foi preso por seis meses. Depois, virou uma espécia de justiceiro da internet e exemplo — sem parar de deixar muita gente irritada por isso. Lamo forneceu documentos para o WikiLeaks e até desvendou um esquema dentro do exército dos Estados Unidos.

Kevin Poulsen, o jornalista de tecnologia

Kevin Poulsen hackeou as linhas telefônicas de uma estação de rádio em Los Angeles para garantir que ele seria o centésimo segundo ouvinte a ligar para lá naquele dia. O motivo? Essa pessoa ganharia um Porsche novinho — e, sim, ele faturou o prêmio antes de ser pego. Kevin trabalha hoje como jornalista de tecnologia, mas só depois de cumprir cinco anos de prisão por vários cibercrimes e passar outros três anos proibido de usar computadores e a internet. Ele foi o primeiro a receber esse tipo de “castigo” nos EUA.

Gary McKinnon, o desconfiado

O escocês Gary McKinnon fez a maior invasão militar virtual já registrada. No currículo, máquinas da NASA, Exército, Marinha e Departamento de Defesa dos Estados Unidos, todas vasculhadas pelo rapaz. Ele diz que o objetivo era desvendar segredos sobre alienígenas e sobre o uso de energia alternativa, mas ele também apagou arquivos importantes e causou muito prejuízo. Gary luta na Justiça até hoje contra a extradição pra América do Norte, onde pode pegar até 70 anos de cadeia.

Fontes: Jason Duaine Hahn, Sharat Nik e Tecmundo