Autor: Gustavo Gusmão

virus

A Norton divulgou nesta semana mais informações sobre o novo membro da “família” de soluções de segurança da marca. Chamado simplesmente de Norton Security, o programa integrará nove soluções– entre antivírus e serviços de localização de aparelhos – em um produto, de modo a “tornar as coisas mais fáceis” para o consumidor final.

“Nossos consumidores diziam que até hoje não entediam para que serviam cada uma das nossas soluções”, disse a INFO Hal Bennet, vice-presidente da Norton para as Américas. “Nossa estratégia, então, foi tentar minimizar a confusão”, juntando antivírus, antispyware, ferramentas de privacidade, bloqueio de sites e localização de dispositivos, entre outros recursos mais específicos.

O novo produto se torna o carro-chefe da marca de segurança pertencente à Symantec – tanto que é o único a ganhar destaque na página inicial do site. Ele possui duas versões: a mais barata traz “sete soluções em uma”, e a mais cara e divulgada tem nove. Ambas são multiplataforma, e as licenças servem para computadores com Windows e OS X e aparelhos com Android e iOS.

A diferença de preços é de 50 reais pelas cinco licenças válidas por um ano, e o programa mais caro tem como maior diferencial a solução de backup na nuvem e seus 25 GB de armazenamento. Não é exatamente um fator determinante para compra, visto que há serviços gratuitos que oferecem uma boa quantidade de espaço de graça – mas devido à privacidade, não deixa de ser uma conveniência.

O futuro da marca – Além de falar do novo produto e do foco “tudo em um” da Norton, Bennet também comentou os planos da marca – hoje constestada, apesar de ainda conseguir preservar boa parte do nome – para o futuro. Já presente em aparelhos móveis, a empresa “quer ter o Norton em diferentes dispositivos da Internet das Coisas”, disse ele. De certa forma, a ideia é usar o Norton Security como uma “base”, e a partir dele construir as soluções para outras plataformas, mas “criando uma boa experiência de usuário em múltiplos aparelhos”.

Como é recente, testes com o novo produto ainda não foram divulgados. Mas ao menos para os avaliadores do AV-Test, o “antecessor” Internet Security 2014 teve nota máxima em usabilidade, quesito tão destacado por Bennet – embora no mobile o desempenho tenha deixado a desejar e as soluções tenham ficado de fora dos testes da AV-Comparatives. Há o que melhorar, portanto, mas se a performance dos desktops for mantido em novas soluções para dispositivos vestíveis, por exemplo, a proposta mencionada pelo executivo pode ser cumprida.

Morte do antivírus – Por fim, o VP da Norton nas Américas aproveitou a conversa com INFO para “rebater” a declaração de um de seus colegas, sobre a morte dos antivírus, feita mais para o começo deste ano. Segundo o executivo, “o antivírus sozinho morreu, mas a inteligência dele ainda é essencial para o mercado”. “O que precisamos fazer é construir ao redor dela”, completou Bennet, em uma declaração que não foge muito do que já foi dito por especialistas da F-Secure e da FireEye, por exemplo.

Fonte: INFO