Casos isolados. Foi nesses termos que o ministro Dias Toffoli, que também preside o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), classificou as falhas apresentadas em leitores biométricos das urnas eletrônicas utilizadas no processo eleitoral de domingo (05/10). Ao longo do dia, eleitores relataram problemas com o sistema.

“Esperava-se longas filas, que iriam até as 21h [em função da biometria] e isso não procedeu”, minimizou durante coletiva de imprensa para comentar a votação do primeiro turno, de acordo com informações da Agência Brasil.

Tofolli aproveitou para afirmar que uso de leitura biométrica aumenta a segurança no processo eleitoral, pois garante que o “eleitor só pode votar uma única vez”. O projeto que prevê o uso de biometria nas eleições seguirá em implantação. O Governo, contudo, não detalha quando isso estará disponível em todo o país.

De acordo com a Justiça Eleitoral (em dados atualizados até as 18h50), foi preciso substituir 5.012 urnas ao longo da votação. O percentual de 1,15% dos equipamentos ficou acima dos 072% registrados em 2010. “Temos urnas de 2004 e 2006. Estamos tomando providências. Já há aquisições de novas urnas”, manifestou.

O voto eletrônico começou a ser introduzido no Brasil ainda em 1996 e conferiu velocidade ao processo de apuração de resultados. Muita gente, por outro lado, levanta desconfiança de que não se trata de um mecanismo seguro.

Testes conduzidos por especialistas em segurança da Unicamp e Universidade de Brasília (UnB) em 2012 sugerem que é possível quebrar facilmente os mecanismos de defesas da urnas.

O sistema brasileiro, diversas vezes, é apontado como uma das principais inovações produzidas no País em termos de informática. Há intenções de replicar esse tipo de recursos em outras democracias pelo mundo.

Fonte: COMPUTERWORLD