As companhias que atuam no Brasil deixam a desejar na questão maturidade na aplicação de recursos de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). Esta é uma das constatações do estudo Brazil IT Snapshot 2014, que ouviu 211 empresas com faturamento acima de R$ 100 milhões, em todo o Brasil, para mapear o estágio de maturidade das grandes empresas brasileiras em relação à gestão dos recursos de TIC. O levantamento, em segunda edição, foi feito pela PromonLogicalis e Intel.

Em relação à edição 2013, houve uma mudança substancial no perfil dos investimentos em TICs no Brasil. Este ano, os itens de segurança (25%) e redes (20%) lideram como prioridades, enquanto data centers e aplicações/software, que no ano passado alcançavam níveis acima de 40%, este ano aparecem na terceira posição (19%). Os dados do estudo mostram ainda que 61% das empresas compartilham com outros departamentos a decisão sobre investimentos em TIC. Em 2013, havia um equilíbrio maior. A decisão de compra centralizada na área de TI – apontada por 49% dos entrevistados no ano passado – caiu para 39% em 2014.

O levantamento aponta, porém, que há a intenção das empresas de se fortalecerem em TICs. Isso porque os gestores entrevistados almejam um modelo ideal de adoção da TIC e, mais do que isso, planejam ampliar os investimentos nesse sentido a cada ano. Este ano, o aumento apontado pelos executivos é 14% superior ao indicado em 2013: das empresas ouvidas, 49% devem aplicar mais recursos do que no ano passado, especialmente nos setores de comércio e serviços.

“Apesar de estarem ainda aquém do grau de maturidade considerado necessário por seus gestores de TIC, esses são os setores para os quais a percepção da área de TIC é mais estratégica para os negócios”, avalia o CIO e diretor de consultoria da PromonLogicalis, Luís Minoru Shibata. O estudo tomou por base a forma como as empresas se relacionam com quatro temas de grande relevância para a gestão da TIC corporativa brasileira: mobilidade, computação em nuvem, segurança da informação e continuidade de negócios.

Fonte: Convergência Digital