De acordo com as pesquisas do grupo Gartner, em 2016 cerca de 40% das organizações devem parar de prover dispositivos para seus funcionários. Essa informação está intimamente vinculada ao movimento BYOD (bring your own device\traga seu próprio dispositivo) e sua repercusão no universo corporativo.

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Há 5 anos atrás, essa possibilidade seria impensável; os BlackBerrys disponibilizados pelas empresas eram os preferidos em TI, pois ofereciam infraestrutura segura para troca de informações encriptadas, incomparável se confrontada com os lançamentos iniciais da Apple e Android.

Desde então, o uso dos Smartphones proliferou, mas as falhas de segurança e os riscos associados à perdas, danos e roubo de informações foi um pesadelo para os gestores de TI, que constantemente tinham de buscar hardwares, softwares e plataformas internas compatíveis e seguras para toda a equipe.

Para proteger as informações e os usuários, as soluções em segurança precisavam estar além dos dispositivos.

Com essa urgente demanda, os fabricantes (Apple, Android) desenvolveram níveis avançados de encriptação para suprir as falhas de segurança. Com a queda do BlackBerry e ascenção do iOS e Android, um outro fator se destaca como grande motivador do BYOD: A Nuvem.

O aperfeiçoamento constante dos serviços de armazenamento na nuvem como BOX, Google Drive, Sky Drive e Savvisdirect permitiram aos funcionários acessar o conteúdo da empresa virtualmente de qualquer lugar.

A nuvem proporciona uma estrutura da qual o BYOD pode operar. Além disso, alivia o TI da tarefa de encontrar dispositivos adequados, gerenciar planos de serviço e updates em hardware e software. As informações não são mais armazenadas em dispositivos, e sim somente acessadas através deles.

No mercado tecnológico, a segurança na nuvem se tornou um grande negócio, e empresas travam uma batalha acirrada pelo mercado de soluções em armazenamento, gerenciamento e produtividade para BYOD.

Esse cenário demonstra um momento grandioso, mas que irá requerer ajustes e adaptações pelas empresas em relação ao gerenciamento do enorme crescimento dos dispositivos móveis, que irão dobrar ou até triplicar em poucos anos.

Mudanças nas políticas de segurança para acomodar o BYOD nos serviços providos e gerenciados através da nuvem, e investimento em software MDM (Mobile Device Management) para gerenciar a crescente força de trabalho, serão fundamentais.

O fato inegável é que a nuvem será uma grande parte dos processos de TI,  tornando-se mais importante do que os dispositivos em si, e o foco das empresas deverá estar centrado em suas aplicações com segurança e produtividade, para aproveitar todos os benefícios desse novo salto tecnológico.

Fonte: Monbilit