microsoft-620x415serviço de e-mail Outlook.com deveria ser privado, afirmou a Microsoft em um post de blog recente que então seguiu para explicar a razão para a empresa ter violado a privacidade de pelo menos um usuário.

Recentemente, um ex-funcionário da Microsoft foi preso em Seattle, acusado de ter roubado segredos da companhia. Alex Kibkalo é acusado de vazar partes do Windows 8 para um blog francês.

O blogueiro em questão, que permanece com a identidade preservada – usava o Hotmail – a investigação começou em 2012, antes da transição do Hotmail para o Outlook.com – como seu e-mail principal. Por isso, como parte da investigação a Microsoft deu uma espiada na conta de e-mail do blogueiro para ler sua correspondência com Kibkalo.

A Microsoft afirma que tinha justificativa para fazer buscas na conta de e-mail do blogueiro, porque tinha causa provável para crer que Kibkalo estava repassando segredos da empresa ao dono do blog em questão. A empresa também apontou que, mesmo com essa jusitifcativa, seria impossível conseguir uma ordem judicial.

Mas a empresa diz que antes de olhar o e-mail do blogueiro, passou por um “processo rigoroso” para justificar a espionagem.

“Houve uma revisão completa por uma equipe legal separada da equipe de investigação e fortes evidências de um ato criminosos que atendia a um padrão comparável ao necessário para obter uma ordem legal para buscar outros sites”, afirmou o conselheiro da Microsoft, John Frank.

Bisbilhotadas futuras serão mais difíceis

Os termos de serviço da empresa aparentemente tornam esse tipo de espionagem algo tranquilo; no entanto, a companhia planeja tornar esse processo ainda mais rigoroso para casos futuros.

Confira alguns dos pontos altos dessas mudanças:

-A Microsoft diz que não vai fazer buscas no e-mail ou outro serviço Microsoft de um usuário, “a não ser que as circunstâncias justifiquem uma ordem judicial, se essa for liberada”.

-Uma equipe legal separada do grupo de investigação vai buscar por evidências, como fizeram no caso Kibkalo. A investigação vai continuar se a equipe legal separada acreditar que existam evidências de um crime que justifique uma ordem judicial.

Fonte: IDG Now!