Autora: Fabiane Paulino

A vida contemporânea já é complexa demais, com uma série de tarefas simultâneas, tempo bastante resumido, relacionamentos interpessoais e desafios comuns a todas as pessoas. E à medida que nosso cotidiano se torna mais difícil e complexo, é preciso focar em uma meta específica: simplificar a vida.

Mas quando se fala em simplicidade, também é importante pensar no mundo corporativo e nos seus desafios. Nesse contexto, a proteção corporativa é um tema que ganha destaque. A segurança cibernética tem sido um dos maiores desafios do setor de TI nos últimos anos devido à sua complexidade.

As tendências envolvendo mobilidade, BYOD, cloud computing e ataques avançados são guias desse cenário complicado porque vão além dos meios tradicionais, incluindo data centers, endpoints e ambientes virtuais e móveis. Além disso, a evolução de redes e dos sistemas geram novos vetores de ataques contra dispositivos móveis, aplicativos, mídias sociais, browsers e computadores.

Diante das ameaças recentes e dos ambientes de TI muito mais sofisticados, fica a pergunta: é possível simplificar a segurança nas empresas? A resposta é sim!

Se uma das metas para 2014 é facilitar a segurança corporativa, o primeiro passo é adotar um novo modelo de proteção centrado na ameaça, que permita uma cobertura completa por todo o sistema, mapeamento dos vetores em potencial, reforço das defesas e melhor preparo para novos métodos de invasão.

Outra questão primordial para a simplificação da segurança é que as tecnologias incorporem as seguintes habilidades:

1- Visibilidade
É necessário explorar o poder de big data a fim de ter uma visão ampla do ambiente, possibilitando assim uma inteligência global com contexto ideal para tomar decisões e ações imediatas. As interfaces também devem estar abertas às ferramentas de visibilidade e a pesquisas em tempo real que identifiquem as ameaças proativamente.

2- Controle
A arquitetura de segurança corporativa deve garantir um controle eficiente sobre os eventos em seus sistemas visando à aplicação unificada e automatizada das políticas de proteção. Essas medidas devem englobar data center, cloud e o endpoint, além de interfaces para controlar as plataformas com o objetivo de acabar com as falhas de segurança.

3- Proteção contra ameaças avançadas
Para detectar, compreender e barrar malwares avançados é preciso uma proteção por toda a rede estendida da organização: desde a rede até o endpoint, dos ambientes móveis aos virtuais, do e-mail a web. Além disso, é fundamental contar com uma proteção de alto nível agindo antes, durante e depois da ameaça.

4- Flexibilidade
Possuir uma segurança em vários formatos aumenta a adaptação dos mecanismos de proteção a diversos ambientes. São necessários sistemas de defesas que operem nos setores físico, virtual, cloud e de serviços – dependendo do modelo de negócio e dos sistemas que gerenciem a infraestrutura de segurança.

Não se pode deixar brechas na segurança que são exploradas pelos invasores sofisticados de hoje em dia. Ao mesmo tempo, são obsoletas as proteções que não se comunicam entre si.

Com tecnologias que possibilitem visibilidade, controle, proteção avançada e flexibilidade, é possível simplificar a segurança e elevar a efetividade do ambiente de TI. A proteção de empresas não deve ser complexa. É vital torná-la simples e o começo de um ano é o momento ideal para adotar estas mudanças.

Fonte: CIO