emcAutora: Edileuza Soares

Depois de aplicar em um centro de pesquisas & desenvolvimento, especializado em Big Data, no Brasil, localizado no Rio de Janeiro, a EMC anuncia um novo investimento no País, porém, focado em segurança da informação. É a instalação de um centro de comando contra fraude, liderado pela RSA, para atender a América Latina, com operação em Campinas (SP). Unidade será a terceira da companhia do mercado mundial. Os outros dois funcionam em Israel e Estados Unidos e passam a operar integrados com o da região.

Para colocar o novo centro contra fraude em operação, a EMC está contratando uma equipe, especializada em ameaças na América Latina, que ficará baseada no Brasil. O anúncio foi feito durante a RSA Conference 2014, que abriu está sendo realizada esta semana em San Francisco (EUA).

A unidade está prevista para ser inaugurada em março. O centro será dedicado à análise e reporte de fraudes online na região da América Latina e funcionará como uma extensão dos outros dois centros contra fraude de Israel e Estados Unidos para apoiar serviços do RSA FraudAction.

Segundo Rogério Morais, vice-presidente da RSA para América Latina e Caribe. O RSA FraudAction oferece proteção completa em fraudes contra de phishing, Cavalos de Tróia, as ameaças para dispositivos móveis e inteligência no submundo do cybercrime.

Ao justificar a ecolha do Brasil para sediar o novo centro contra fraude, Morais observou relatório da RSA que registrou em 2013 aproximadamente 450 mil ataques no mundo, os quais causaram um prejuízo de US$ 5,9 bilhões. Entre estes, Brasil e Colômbia aparecem na lista dos 10 países que lideram ataques de phishing no ano passado.

De acordo com estudo, a Colômbia representou 43% de todos os ataques na América Latina com perdas estimadas em US$ 95 milhões. Já o Brasil foi responsável por 39% das ameaças na região, com prejuízos de US$ 86 milhões, enquanto o México participou com 8% dos ataques da região e perdeu US$ 19 milhões para o cibercrime.

Atualmente, a RSA presta serviços de prevenção de fraudes para empresas no Brasil e em outros países latino-americanos. Com a nova equipe, Morais espera aprofundar a análise de ataques na região e acelerar a detecção de cybercrime na America Latina para ações mais proativas.

Os analistas de cibercrime da RSA irão trabalhar para detectar novos tipos de ataques de phishing, de malware e de pharming que tem como alvo bancos regionais, varejistas e outras organizações.

O valor do investimento aplicado na instalação do RSA FraudAction no Brasil não foi revelado. Entretanto, quando a EMC anunciou a construção do centro de pesquisas de Big Data no Rio de Janeiro, no ano passado, informou que o projeto fazia parte de um montante de R$ 100 milhões que a companhia havia destinado para colocar no mercado local num prazo de cinco anos.

Fonte: COMPUTERWORLD