cel_cadeadoAutora: Ana Paula Lobo

O Brasil aperta o cerco aos ladrões de celulares; ao spam nos celulares e reforça à adesão das teles à proteção dos direitos da criança. Nesta ultima semana, o governo, por meio do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, assinou um  memorando de intenções com a GSMA para a integração da base de dados nacional com os números de IMEI de celulares roubados à da entidade, que agrega dados de 19 países. Dessa forma, as polícias poderão trocar informações e combater os ladrões e contrabandistas de celulares.

Dados divulgados pela GSMA mostram que o Brasil tem 1 milhão de celulares roubados por ano e está na vice-liderança mundial, ficando atrás apenas da Índia. E o acordo tem prazo para funcionar. De acordo com a ABR Telecom, responsável pela lista de celulares roubados no Brasil, num prazo de 60 dias, os bancos de dados da entidade e o da GSMA já estarão integrados. A identificação dos celulares roubados é feita pelo IMEI (International Mobile Equipment Identity), número com o qual é possível bloquear um aparelho.

O memorando de intenções também prevê um controle mais efetivo de spams por SMS, considerado um problema efetivo e que terá tratamento semelhante ao dado na Internet fixa – quando as operadoras acertaram fechar a porta 25. Desde então, o Brasil deixou de figurar entre os atacantes principais do mundo em spam via Web.

Na prática, caberá ao assinante da operadora denunciar a prática do spam pelo * 7726. As mensagens são então agregadas, analisadas ​​e incorporadas pelo sistema às “impressões digitais” do spam, proporcionando às operadoras detalhes importantes sobre origem, tamanho, intenção e padrão de crescimento das mensagens. A ideia é ‘isolar’ os ataques às redes das operadoras e, assim, prevenir que o ataque se espalhe para outra rede, restringindo, assim, a propagação do spam no Brasil.

O importante da ação – e por isso o anúncio em Barcelona – é que o Brasil é o primeiro país da América Latina a agregar todas as suas operadoras móveis à iniciativa. “Queremos que isso se expanda para o mercado latino-americano como um todo. Há países com uma operadora participando. Precisamos que todas tenham os seus bancos de dados integrados ao nosso”, destacou Sebastián Cabello, diretor da GSMA para a região.

“As teles não têm acesso ao teor das mensagens. Então caberá ao usuário denunciar o spam. Temos que pensar no processo na privacidade dos dados”, advertiu o diretor da GSMA Brasil, Amadeu de Castro. Também ficou acertado que as operadoras móveis brasileiras vão reforçar a atuação junto à proteção dos direitos das crianças.

A ideia é oferecer, serviços gratuitos, para a SaferNet Brasil, uma organização nacional fundada para proteger a criança e promover os direitos humanos na web, e ao Disque 100, uma linha de atendimento gratuita da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. As teles se comprometeram a enviar para as suas bases SMS com orientações de combate – e acesso às páginas dessas iniciativas – ao crime contra o direito das crianças.

Fonte: Convergência Digital