byod (1)Autor: Tom Bradley

O conceito de trazer o seu próprio dispositivo, ou BYOD, é uma tendência crescente para os negócios de TI. Há uma variedade de benefícios em permitir que os usuários forneçam seu próprio PC e dispositivos móveis, mas há também algumas preocupações.

Dos 58 milhões de dispositivos móveis (tablets e smartphones), que serão comercializados no Brasil em 2014, cerca de 5 milhões vão entrar nas companhias pela porta do Bring your own device, desafiando os CIOS, segundo a IDC. Eles terão de investir em segurança e gestão de mobilidade.  A consultoria prevê que 39% das empresas no Brasil vão incluir dispositivos pessoais em plataformas de Mobile Device Management (MDM).

Procure conhecer melhor os prós e os contras para abraçar o BYOD com confiança. Nunca é demais!

Benefícios
Empresas que abraçam o BYOD têm algumas vantagens sobre as concorrentes. Para começar, programas de BYOD geralmente transferem os custos para os usuários. Com o trabalhador pagando a maioria dos custos de aquisição do hardware, e dos serviços de voz e dados, além de outras despesas associadas, as empresas economizam muito dinheiro. Segundo os estudos, cerca de 80 dólares por mês por usuário, lá nos Estados Unidos. Você pode esperar que os usuários se revoltem contra o pagamento da tecnologia que utilizam no trabalho. Não é assim. Muitas empresas americanas estão exigindo que os funcionários cubram todos os custos – e eles estão felizes em fazê-lo.

O que nos leva à segunda vantagem significativa: a satisfação do trabalhador. Os usuários têm os laptops e smartphones que têm por uma razão muito simples: são os dispositivos que eles preferem, e eles gostam tanto deles que investiram seu dinheiro suado neles.

Há outras duas vantagens que vêm com o corolário BYOD também. Uma delas é que os usuários atualizam o hardware mais frequentemente do que os ciclos de refresh dolorosamente lentos da maioria das organizações.

Preocupações
Mas existem algumas questões negativas a considerar também. Ao abraçar BYOD, as empresas perdem muito do controle sobre o hardware de TI e como ele é usado.

Os equipamentos fornecidos pela companhia veem normalmente com uma política de uso aceitável, e são protegidos por sistemas de segurança gerenciados e atualizados pelo departamento de TI. É um pouco complicado dizer a um empregado que ele está fazendo um uso não aceitável de seu próprio computador portátil ou smartphone.

Verifique se você tem uma política claramente definida para BYOD, que defina as regras de uso corporativo. Você também deve estabelecer os requisitos mínimos de segurança, ou mesmo fornecer as ferramentas de segurança como condição para permitir que os dispositivos pessoais se conectem às redes e tenham acesso aos dados da empresa.

Há também uma questão de conformidade quando se trata de dados. Empresas que usam padrão PCI DSS, HIPAA, GLBA ou tenham certos requisitos relacionados à segurança da informação e salvaguarda de dados específicos, devem assegurar que as regras sejam seguidas, mesmo que os dados estejam em um laptop pertencente a um empregado.

No caso de demissão um trabalhador, ou por saída da empresa por vontade própria, segregar e recuperar os dados da empresa podem ser um problema. Obviamente, a empresa vai querer seus dados, e deve haver uma política em vigor que determine como serão obtidos a partir do laptop pessoal e ou do smartphone.

Fonte: PC World