googleA União Europeia quer que o Google apresente mais concessões dentro de algumas semanas caso queira evitar acusações formais em uma investigação sobre suposto comportamento anti-competitivo, disse o comissario de Competição da União Europeia, Joaquín Almunia. Ele revelou que ainda estava à espera da posição do Google sobre sua opinião de que as concessões oferecidas até agora pela gigante de busca na Internet não seriam suficientes para responder às preocupações da UE.

“Precisamos de mais e precisamos de mais não durante o próximo ano, precisamos de mais durante as próximas semanas”, disse Almunia, em coletiva de imprensa. O Google foi investigado pelo regulador antitruste da Comissão Europeia durante três anos sobre reclamações de que bloqueava concorrentes em resultados de busca.

A proposta original feita pela empresa – em abril do ano passado – para encerrar o assunto foi rejeitada pelos concorrentes, incluindo Microsoft e o site britânico de comparação de preços Foundem, que disse que as mudanças apenas reforçariam a dominância do Google. Em outubro, o Google propôs novas concessões numa tentativa de evitar uma possível multa de até 5 bilhões de dólares, mas ela foi mais uma vez rejeitada, em dezembro.

Inferno astral

Se corre risco de multa elevada, o Google informou que vai entrar com um recurso contra uma multa de 150 mil euros (205.300 dólares) aplicada pelo regulador de proteção de dados da França pela forma através da qual informações dos usuários são monitoradas e armazenadas.

O regulador da privacidade, conhecido como CNIL, se opôs ao método do Google de combinação de dados coletados de usuários individuais através de serviços como o YouTube, Gmail e a rede social Google+. A transição para um armazenamento amplo foi introduzida pelo Google em março de 2012, combinando 60 políticas de privacidade em uma só.

“Nós nos comprometemos totalmente com o CNIL em todo este processo para explicar a nossa política de privacidade e como ela nos permite criar serviços mais simples e eficazes”, disse um porta-voz do Google em um comunicado enviado por email. “Estamos agora recorrendo contra a decisão.”

Fonte: Agência Reuters