espionagem_eua_br2Autor: Luis Osvaldo Grossmann

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, elogiou as denúncias do ex-espião americano Edward Snowden, mas evitou se envolver diretamente no tema de um eventual novo pedido de asilo ao governo brasileiro. Mesmo assim, destacou que há indicações de que “coisas mais graves” ainda faltam ser reveladas.

“Parece que ele tem o que dizer. Os Estados Unidos estariam oferecendo uma anistia, o que é sinal de que tem coisa mais grave para falar”, disse o ministro. Ele, no entanto, não opinou sobre o asilo. “Isso é coisa do Ministério de Relações Exteriores, ouvido o Ministério da Justiça e, é claro, a presidenta”.

Paulo Bernardo afirmou, porém, que “Snowden com certeza prestou um grande serviço para o mundo”. Mas ele acha que o Brasil já dispõe de informações suficientes para fazer juízo sobre o “monitoramento em massa” descrito pelo ex-terceirizado da NSA e da CIA.

“Essa espionagem, esse monitoramento em massa, é inaceitável. Monitorar a Petrobras, monitorar a presidenta, não tem nada a ver com terrorismo. E o que temos já é o bastante para considerar intolerável”, disse, questionando a necessidade de um ‘acordo’ de mais esclarecimentos em troca do asilo político.

Na semana passada, a emissora americana CBS divulgou uma reportagem na qual o responsável pela força-tarefa  da NSA sobre o caso Snowden, Rick Ledgett, se diz favorável a um acordo com o ex-funcionário. Segundo ele, “valeria à pena” negociar a volta de Snowden para os EUA em troca do compromisso de que nada mais será divulgado. O chefe da NSA, general Keith Alexander, é contra.

Fonte:  Convergência Digital