bConviver com os dispositivos móveis dos próprios funcionários no dia a dia corporativo não tem sido tarefa simples para os gestores de TI. Nos Estados Unidos, por exemplo, o National Labor Relations Board (NLRB) está preocupado com as políticas corporativas que tentam controlar o uso da Internet, das midias sociais e do próprio BYOD. O receio da entidade é que um regime de exceção esteja sendo criado e essa ação pode vir a acirrar os conflitos jurídicos entre patrões e empregados.

“Penso que as empresas deveriam ter mais bom senso para definir regras razoáveis e justas com os seus funcionários, regras concebidas para proteger contra os muitos riscos apresentados pelo BYOD e pelos mídias sociais”, opina Heather Egan Sussman, advogada da McDermott Will & Emery.

Quando funcionários e empregadores se queixam uns dos outros, salienta a advogada, muitas vezes é descoberto que o patrão obteve cópias de e-mails pessoais e outras informações a partir de um dispositivo utilizado como parte do programa BYOD. “A questão é entender se o empregador tinha ou não o direito e a autoridade de recolher essa informação ou se houve excesso de autoridade”, complementa.

Ainda é cedo, de acordo com a advogada, para dizer como as políticas BYOD e as leis vão co-existir. Mas de acordo com a especialista, a tendência é que à medida que o uso dos dispositivos moveis se amplie, as corporações também possam vir a redigir regras mais claras e transparentes evitando assim levar conflitos aos tribunais.

Fonte:  Computerworld Portugal