gotOs criadores do sistema de autenticação e proteção de passwords GOTCHA estão a desafiar especialistas em inteligência artificial a quebrarem a segurança do mesmo. Se não consegue identificar a diferença entre uma mancha de tinta que parece mais “uma culturista com bigode e ar pateta” de outra mais semelhante a um “grande inseto dos olhos gigantes e criado com esteroides”, então não conseguirá quebrar passwords protegidos pelo sistema, foi criado por três cientistas da computação da Universidade de Carnegie Mellon.

A sigla facilita a denominação do nome complexo, Generating panOptic Turing Tests to Tell Computers and Humans Apart. E este visa evitar que os hackers consigam usar computadores para descobrir passwords. O GOTCHA, semelhante ao CAPTCHA, depende de pistas visuais que, normalmente, só um ser humano consegue interpretar.

O seu potencial foi discutido durante o início desta semana num evento da Association for Computing Machinery sobre inteligência artificial e segurança, em Berlim, na Alemanha.

Ainda em fase de testes, serve também para impedir que hackers, usando senhas roubadas de sites ou outras fontes, obtenham acesso ilegal a computadores de bancos, hospitais e outras organizações.

Apesar de as passwords serem armazenadas como funções “hash” de cifra complexas, os computadores mais potentes podem decifrá-las. Mas com o GOTCHA, quem as usa precisa de ser capaz de resolver quebra-cabeças visuais também.

De acordo com a universidade Carnegie Mellon, onde o sistema foi criado, “para criar uma password GOTCHA, um utilizador escolhe uma senha e um computador, em seguida, e depois gera várias manchas de tinta multicoloridas e aleatórias”. Depois, descreve cada mancha de tinta com uma frase.

“Essas frases são então armazenadas numa ordem aleatória, juntamente com a password. Quando o utilizador volta ao site e se autentica com a password, as manchas de tinta são exibidas novamente, juntamente com a lista de frases descritivas, e o utilizador fará corresponder então cada frase com a mancha de tinta apropriada”, diz a instituição.

Embora possa ser quase impossível a uma pessoa normal lembrar-se de frases descritivas de “manchas de tinta”, como “vaca de olhos vermelhos correndo na minha direção”, os investigadores acreditam que o processo é possível, havendo já frases sugeridas numa lista.

Fonte: Computerworld