grampoAutor: Luis Osvaldo Grossmann

A Presidência da República e os ministérios do Planejamento e das Comunicações serão os primeiros órgãos a ter instalada a nova versão do Expresso. Agora mais conhecido como o ‘e-mail seguro’ do governo, o programa é praticamente uma obrigação para os órgãos da administração direta.

É que o Decreto 8.135, do início do mês, prevê que “órgãos e entidades da União [administração direta, autárquica e fundacional,  deverão adotar os serviços de correio eletrônico e suas funcionalidades complementares oferecidos por órgãos e entidades da administração pública federal”.

Para efeitos práticos, isso significa o Expresso, do Serpro. Segundo o presidente da estatal, Marcos Mazoni, essa primeira fase de implantação estará concluída até 10 de dezembro. Outros órgãos – notadamente os demais ministérios – devem ter gradativamente instalados até julho do próximo ano.

Há diferentes estágios de uso. No Planejamento, o Expresso já é a ferramenta usada, apenas vai para a nova versão. Nas Comunicações, entra no lugar do Outlook, da Microsoft. Na Presidência da República, há tanto um como o outro em uso.

O programa será instalado em sua terceira versão, mas uma mudança fundamental será adotada em breve. Por enquanto, a criptografia se vale do sistema de chaves públicas desenvolvido pela Universidade Federal de Santa Catarina – o mesmo do ICP-Brasil. Mas será substituído pelos algoritmos da Abin.

“Já estamos preparando isso, de forma que teremos a criptografia desenvolvida pelo Cepesc”, diz Mazoni, que nesta terça-feira, 12/11, participou de audiência na CPI da Espionagem. Segundo ele, o uso dessa ‘criptografia de Estado’ virá na versão 4 do Expresso ou em uma atualização antes mesmo disso.

Fonte: Convergência Digital