zuckAutor: Zach Miners

O CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, por vezes, fala rapidamente e suas declarações sobre privacidade na Internet nem sempre são claras. Por isso alguns pesquisadores criaram um mega arquivo para coletar tudo o que o executivo disse publicamente, a fim de compreender melhor como a empresa lida com o assunto privacidade.

A Universidade de Wisconsin-Milwaukee hospeda os Arquivos Zuckerberg (Zuckerberg Files), um tesouro digital contendo mais de 100 transcrições de textos completos e cerca de 50 arquivos de vídeo que documentam as declarações públicas do CEO da rede social para estudiosos baixarem e analisarem.

As declarações incluem posts de autoria do Zuckerberg, apresentações em empresas,  e entrevistas impressas e em vídeo de desde 2004. Uma das primeiras entradas do arquivo é um artigo do jornal Harvard Crimson, quando o então estudante de Harvard falou sobre um serviço de compartilhamento de arquivos que ele estava desenvolvendo, chamado Wirehog.

Objetivos

O arquivo está em estágios iniciais, mas seus desenvolvedores têm metas ambiciosas. Uma das maiores é investigar como o CEO do Facebook lida com questões relacionadas à privacidade do usuário, como suas declarações públicas mudaram ao longo dos anos, e decifrar mais sobre o pensamento da empresa por trás de novos produtos para compartilhamento de conteúdo, como fotos e atualizações de status.

Volte para quando o Facebook introduziu pela primeira vez o seu Feed de Notícias, em 2006, e a reação do usuário que se prosseguiu. Na sequência, essencialmente Zuckerberg disse às pessoas para se acalmarem, disse Michael Zimmer, o administrador principal por trás do Arquivo.

Mesmo que o arquivo recolha informação que já são públicas, quando analisadas como um todo, pode-se ajudar a detectar mudanças na forma como Zuckerberg fala sobre compartilhamento e privacidade, disse Zimmer.

O Arquivo pode dar “um sentido melhor da perspectiva do executivo” e sobre a prespectiva da empresa também, disse. E mesmo que as declarações tenham sido divulgadas como anúncios ou com marca corporativa, novas informações podem ainda ser obtidas sobre como Zuckerberg mudou a mensagem da empresa ao longo dos anos, disse Zimmer.

O que não é dito e que pode ser muito interessante – o Facebook não usa a palavra “privacidade” com muita frequência. Ao contrário, o conceito é geralmente estruturado em termos como “controles de usuário” ou “abertura”.

Softwares como o NVivo podem ser usados para analisar este tipo de retórica em transcrições de texto do Arquivo, explica Zimmer. Então, os resultados podem dar melhores informações ao público sobre como Facebook realmente funciona, disse.

Os dados bibliográficos do serviço e os metadados estão abertamente disponíveis para qualquer pessoa, mas o acesso às transcrições de texto completas e de arquivos de vídeo são limitadas para estudiosos que fazem pesquisa em uma área relevante.

Zimmer não quer ser pego legalmente por re-postar, por exemplo, artigos  sobre Facebook feitos pelo Wall Street Journal que possuem direitos autorais.

Mas, para pesquisadores, tudo é aceitável segundo os princípios de uso justo da lei de copyright, disse ele.

Na estrada

Um achado interessante até agora na biblioteca de dados é a quantidade de tempo que Zuckerberg passou a fazer apresentações em lugares como o Brasil e na Europa para promover a plataforma do Facebook para desenvolvedores, disse Zimmer.

Trazer a Internet – e o Facebook – a mais pessoas em todo o mundo está no topo da agenda da empresa, agora, em parte por conta da sua campanha Internet.org.

Para Zuckerberg, “há mais apresentações agora em questões sociais mais amplas”, disse Zimmer. “Isso é uma mudança.”

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