spamO volume de spam no tráfego de e-mail no mês de agosto diminuiu 3,6% em comparação ao mês anterior, ficando nos 67,6%. Mas a quantidade de mensagens de phishing no fluxo de email cresceu dez vezes, atingindo 0,013%.

Ainda segundo o relatório, 5,6% das mensagens eletrônicas continham anexos maliciosos, mais 3,4% que no mês anterior, revela relatório feito pela Kaspersky lab. De acordo com o levantamento, a queda no envio de mensagens de spam nos últimos meses deve-se ao fato de os cibercriminosos mudarem o seu modus operandi. Cada vez são mais frequentes os ataques dirigidos e sofisticados, já que representa para os seus autores um benefício econômico maior que o gerado pela publicidade.

Volta às aulas

Como era de esperar, o tema dos spammers em todo o mundo em Agosto foi a volta à escola. O início de um novo ano escolar foi o tema do mês, como se evidência pela grande oferta de material escolar através de mensagens de email. No entanto, em alguns casos, os emails enviados não tinham, na realidade, nada a ver com a escola.

Os spammers só usaram este tema para chamar a atenção para outros artigos que anunciavam. Os analistas da Kaspersky Lab registraram envios em massa de anúncios de produtos cosméticos, por exemplo. Estas mensagens continham um link que desviava os usuários para um site que lhes pedia que selecionassem a região de entrega. Esta seleção, por sua vez, ativava uma página com informação sobre o vendedor. Mas os domínios usados nos reencaminhamentos deixaram de funcionar uma semana após o envio em massa.

Ainda no mês de agosto, os especialistas registraram spams com anúncios sobre educação on-line que ofereciam programas de ensino médio e superior, convidando os alunos que tinham suspendido os estudos no ano anterior a continuá-los, mas através da Internet. Os autores destas mensagens destacavam os horários flexíveis e a oportunidade de estudar de casa como as principais vantagens da Internet. Para poderem obter mais informação, os destinatários eram redirecionados para um site estrangeiro que, além dos programas escolares, oferecia outros serviços que nada tinham que ver com educação.

Distribuição geográfica das fontes de spam

De acordo com os resultados de Agosto, os três primeiros países-fontes de spam são os mesmos de sempre: China, EUA e Coreia do Sul. No total, estes três países representam 55% do spam mundial. A China ocupa o primeiro lugar, com 21% do total de spam enviado, menos 2,4% que no mês anterior. O volume de spam procedente dos Estados Unidos subiu 1% (19%) em comparação com o mês anterior, mantendo-se o país no segundo posto da classificação. A Coreia do Sul ocupa a terceira posição, com 15,4%, mais 0,4% que em Julho.

Já o Brasil, que já chegou a liderar o ranking global dos países que mais emitem spam ocupa agora a 19ª posição no ranking da Kaspersky, numa queda contínua que já perdura por mais de um ano. De acordo com Fabio Assolini, analista senior de malware no Brasil tal queda é “reflexo de uma política bem sucedida de bloqueio da Porta 25, liderada pelo Comite Gêstor da Internet no país”.

Em agosto, houve uma queda no negócio do spam. Como resultado, a percentagem de mensagens de phishing aumentou 10 vezes em comparação com o mês de Julho, atingindo os 0,013%. Os usuários dos sites de redes sociais continuam a ser o alvo mais cobiçado dos ataques de phishing, representando 29,6% dos ataques. No Brasil o Facebook continua a ser a rede social mais usada em ataques de phishing.

Os serviços de email e mensagens instantâneas, com 17,2%, mantiveram a segunda posição, com uma diminuição de 0,4%. Os ataques às ferramentas de busca cresceram levemente atingindo os 16,1%, assim, esta categoria se manteve na terceira posição.

Por sua vez, as categorias dos serviços financeiros e pagamentos eletrônicos, com 13,8%, os prestadores de serviços de telefonia e Internet, com 7,8%, as lojas e leilões online, com 5,4%, e os jogos online, com 0,7%, ocuparam da quarta a oitava, posição respectivamente.

Em Agosto, a Apple esteve entre os principais alvos dos ataques dos phishers. Os analistas da Kaspersky Lab encontraram com bastante frequência mensagens supostamente procedentes de endereços oficiais da companhia, mas que na realidade eram mensagens de phishing feitas para enganar os usuários e roubar os seus logins e senhas.

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Fonte: Convergência Digital