blueDe acordo com uma pesquisa da Sourcefire, no Brasil, a Segurança da Informação é o terceiro quesito mais importante para os CIOs. Na América Latina, a proteção dos dados ficou em segundo lugar. “As companhias estão colocando a segurança no DNA dos negócios, mas ainda são poucas a fazerem isso, geralmente, as grandes organizações são mais maduras”, aponta Marcos Tabajara, gerente-geral da Sourcefire no Brasil.

Segundo o executivo, a defesa das informações está cada vez mais baseada em camadas com recursos de softwares e hardwares focados em funções específicas, como varredura de redes, firewalls, anti-malwares e autenticação de usuários, por exemplo. “Quando as empresas entenderem que não existe uma única solução de segurança, mas várias ferramentas para cada demanda, elas alcançarão maturidade em relação à gestão de riscos”, diz. Tabajara acrescenta ainda que reconhecimento de vulnerabilidades já vem acontecendo, mas de forma lenta nas empresas.

Para o executivo, se as empresas nacionais querem diminuir gastos com defesa cibernética, primeiro precisam conhecer os riscos e vulnerabilidades inerentes aos negócios, “assim, as organizações podem elaborar estratégias de proteção mais eficientes, focadas nos lugares certos, sem desperdício”, emenda.

Ponto de vista

Marcos Tabajara revela que a melhor forma de entender a Segurança da Informação é olhar pelo ponto de vista da ameaça. “Desse jeito, as companhias podem perceber quais são os maiores tesouros guardados em forma de dados e os caminhos mais fáceis para chegar até eles”, explica o executivo. Manter atualizados os sistemas de proteção, licenças e patches de programação também são fundamentais para mitigar ameaças eletrônicas, diz Tabajara.

Mas as equipes de TI sofrem com o aumento da complexidade, obtida por causa da implantação de diferentes soluções e dispositivos nos sistemas corporativos. “Por isso, análises internas e políticas de segurança são imprescindíveis para elucidar diversas lacunas, como também estabelecer medidas consolidadas com o intuito de simplificar o uso das”, conclui o executivo.

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Fonte: Risk Report